Um dos maiores nomes do MMA mundial, o ex-campeão do UFC Fabrício Werdum revisitou momentos marcantes da carreira e comentou sobre o presente e o futuro do esporte em entrevista exclusiva à Betnacional,. Dono de dois cinturões no Ultimate Fighting Championship, o brasileiro também ressaltou a importância da disciplina e da preparação para alcançar o topo do maior evento de artes marciais mistas.
Ao analisar o cenário atual dos brasileiros no UFC, Werdum acredita que o Brasil continua sendo um celeiro de talentos e com favoritismo no esporte. Entre os destaques, ele citou nomes que seguem elevando o país no esporte. “Hoje em dia, os brasileiros que estão no UFC, o melhor evento do mundo, estão vindo muito bem. Não posso deixar de citar o Alex Pereira, o Poatan, e o Charles Oliveira, o Charles do Bronx”, comentou.
Para o atleta, o diferencial do lutador brasileiro está na atitude quando entra no octógono. “A nossa alegria e o jeito como fazemos as coisas no Brasil fazem toda a diferença. Temos muito talento e muita quantidade, mas pouca oportunidade. Quando ela aparece, aproveitamos pela raça que o brasileiro tem. Quem entra nesse ramo e é brasileiro, o mundo inteiro vai olhar e analisar pois sabem da qualidade dos brasileiros.”
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A mentalidade de Fabrício Werdum
Werdum conquistou títulos importantes no jiu-jitsu e no grappling, alcançando o auge ao se tornar campeão peso-pesado do UFC e, com isso, consolidando seu nome entre os grandes da modalidade. O lutador é o primeiro e único homem na história a conquistar o feito de ser campeão mundial de jiu-jítsu, do cinturão da categoria peso-pesado do UFC e campeão do ADCC.
Além da preparação física, Werdum acredita que a mentalidade tem papel decisivo no sucesso de um lutador. Ele afirma que sempre manteve o hábito de projetar seus objetivos e acreditar no resultado. “Sempre jogava meus desejos para o universo. Jogar para o universo é, na verdade, falar com Deus e pedir que as coisas aconteçam na nossa vida”, explicou em conversa exclusiva com a Betnacional.
O ex-lutador avalia que uma percepção pode ser sentida até mesmo antes do combate começar. “Na encarada, nós sabemos quando vamos ganhar e quando vamos perder. O treinamento te faz sentir essa sensação de vitória.” O ex-campeão também ressaltou a dureza da rotina dos atletas. “Mesmo machucados, queremos esconder a lesão para poder lutar e fazer o que mais gostamos. Chegar é muito difícil, mas o mais difícil é se manter.”
