A RD Congo está classificada para a segunda fase da Copa do Mundo. Após a vitória de virada contra o Uzbequistão por 3 a 1, a seleção africana garantiu sua vaga no mata-mata do Mundial. O grande nome da equipe congolesa foi Yoane Wissa, atacante que marcou dois gols no triunfo decisivo. Hoje, o camisa 20 vive, possivelmente, o momento mais importante de sua carreira, mas sofreu um ataque sério que poderia ter o impossibilitado de viver essa história com seu país.
Em 2021, quando defendia o Lorient, da França, Wissa foi vítima de um ataque com uso de ácido na região dos olhos. Na ocasião, o atacante atendeu uma mulher, que foi até sua casa supostamente para pedir um autógrafo, e teve o líquido atirado em seu rosto, no que configurou como uma tentativa de sequestro de sua filha.
Em decorrência da ação do ácido na região sensível, o jogador teve queimaduras severas nos olhos e precisou passar por cirurgias de emergência. “Abri a porta e jogaram algo no meu rosto. Gritei e não conseguia respirar. No hospital, disseram que meus olhos estavam queimados. Foi um pesadelo”, disse o atacante em entrevista ao jornal português “A Bola”, em 2025.
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Felizmente, Yoane Wissa não perdeu a visão, de acordo com os laudos médicos, muito em função de sua ação rápida, ao reagir o ataque e defender sua filha da tentativa de sequestro. Desde então, o atacante convive com as sequelas desse episódio, mas, atualmente, se sente seguro morando na Inglaterra com sua família. O camisa 20 da RD Congo defende o Newcastle.
Após as cirurgias nos dois olhos, o jogador recebeu a notícia que deveria utilizar colírios pelo resto de sua vida. Para recuperar sua visão na totalidade, o congolês teve que passar por um período de, aproximadamente, seis meses de recuperação.
