O clima nos bastidores da Copa do Mundo ganhou mais um capítulo de tensão envolvendo o Irã. O ministro dos Esportes do país, Ahmad Donyamali, afirmou que a seleção iraniana poderá interromper partidas e até abandonar o campo caso ocorram protestos políticos contra a nação durante os jogos do torneio.
Segundo o dirigente, a Fifa foi comunicada sobre a preocupação com a exibição de bandeiras consideradas não oficiais e com possíveis cânticos direcionados contra a seleção iraniana nos estádios.
“Informamos à Fifa que, se bandeiras não oficiais forem exibidas ou slogans contra a seleção nacional forem entoados, o técnico será responsável por interromper a partida”, declarou Donyamali.
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A preocupação do governo iraniano se intensifica especialmente para o confronto contra o Egito, marcado para 27 de junho, em Seattle. A partida acontecerá durante a semana do Orgulho LGBT na cidade americana.
A preparação do Irã para a Copa tem sido marcada por uma série de dificuldades. Por conta da tensão diplomática e militar com os Estados Unidos, um dos países-sede do Mundial, a delegação precisou transferir sua base de treinamentos para o México, enfrentou atrasos na emissão de vistos e viu amistosos serem cancelados às vésperas da competição.
Outro ponto de atrito envolve a presença da torcida iraniana. A Federação de Futebol do Irã afirmou que a cota de ingressos destinada aos seus torcedores foi revogada poucos dias antes do início da Copa, o que gerou críticas à organização do torneio.
Mesmo com os obstáculos, a participação iraniana no Mundial foi confirmada. A seleção estreia diante da Nova Zelândia em 15 de junho, enfrenta a Bélgica no dia 21 e encerra a fase de grupos contra o Egito, em uma das partidas mais cercadas de expectativa fora das quatro linhas.
