A seleção do Irã solicitou à Fifa autorização para utilizar uma braçadeira preta durante a partida contra o Egito, marcada para o dia 27 de junho, pela terceira rodada do Grupo G da Copa do Mundo de 2026.
O pedido tem como objetivo homenagear o dia de Ashura, uma das datas mais importantes para os muçulmanos xiitas. A celebração relembra a morte do imã Hussein, figura central da religião, e em 2026 será comemorada em 25 de junho.
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A solicitação, no entanto, acontece em meio às rígidas regras da Fifa, que proíbem manifestações com caráter político, religioso ou pessoal dentro das competições organizadas pela entidade. Ainda assim, o episódio não seria o primeiro gesto simbólico da delegação iraniana durante o torneio.
Na chegada ao México, jogadores da seleção exibiram um pin dourado com o número “168” preso ao paletó. O símbolo fazia referência às 168 crianças mortas em um bombardeio contra uma escola na cidade de Minab, no sul do Irã, durante o conflito envolvendo Estados Unidos e Israel.
A preparação iraniana para o Mundial também foi marcada pela tensão diplomática entre os países. Por questões de segurança, a delegação precisou transferir sua base de treinamentos dos Estados Unidos para Tijuana, no México.
O Irã estreia na Copa do Mundo no dia 15 de junho, contra a Nova Zelândia, em Los Angeles. Bélgica e Egito completam o Grupo G da competição.
