Brasil hexa? 3 motivos para “sim”
São os mesmos três pelos quais pode perdê-la.
O Brasil pode ser hexa? Sim, mas para isso três fatores precisam alinhar-se como ocorre no céu com os planetas. Não se preocupe: o efeito gravitacional é nulo, não haverá terremotos nem tsunamis. Está tudo bem. Os três fatores são:
- CARLO ANCELOTTI: sua presença suscita uma pergunta: por que um dos treinadores mais respeitados da Europa aceitou dirigir o Brasil? Não foi por dinheiro, pois recebe quase o mesmo que ganhava no Real Madrid. Tampouco pelas praias, já que passa a maior parte do tempo na Europa. A resposta parece estar na convicção de quem conhece profundamente os jogadores das principais seleções do mundo: Ancelotti acredita que os craques brasileiros são melhores e que pode fazê-los jogar como equipe para ganhar a Copa. Do contrário ficava por lá, não é homem de fracassos.
- NEYMAR: Ancelotti pode ser o melhor arquiteto, mas precisa de sua principal peça. Se Neymar chegar ao mata-mata em boas condições físicas, a Seleção Brasileira será dificílima de derrotar. O Neymar desta Copa pode ser para o Brasil o que Messi foi para a Argentina no Catar. Mas ele têm que estar bem fisicamente.
- DESCRÉDITO: a história indica que nenhuma seleção foi campeã chegando ao Mundial cercada de favoritismo absoluto. Sempre vence uma das oito campeãs tradicionais que desembarca desacreditada. E, convenhamos, o Brasil não está jogando o suficiente para inspirar grande esperança. Mas quando ninguém acredita, eles vão lá e ganham. Milagre? Coisa de Deus? Macumba pesada? Ninguém sabe. O fato é que costuma acontecer.
Então, o Brasil pode ser hexa? Sim.
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Brasil hexa? 3 motivos para “não”
São os mesmos três pelos quais pode ganhá-la.
O Brasil pode ser hexa? Não, porque há três fatores que pesam negativamente — e muito. Tanto que nem os céus conseguiriam corrigir isso em pouco mais de um mês. Os três fatores que jogam contra são:
- CARLO ANCELOTTI: nunca, na história das Copas do Mundo, venceu uma seleção comandada por um treinador estrangeiro. Sempre foram técnicos do próprio país. Foi assim com os sul-americanos — Brasil, Argentina e Uruguai — e também com os europeus — Alemanha, Itália, França, Inglaterra e Espanha. Então, Ancelotti pode ser excelente, mas terá de quebrar uma tradição centenária.
- NEYMAR: é peça fundamental e dificilmente estará em sua melhor forma, caso se recupere fisicamente. Teve seis meses no Santos para voltar ao auge e não decidiu sozinho nenhuma partida, como se esperava. Não existe mágica capaz de devolver em quinze dias tudo o que um craque leva meses para recuperar. E, se jogar, será o homem mais marcado da Copa. Sem ele, a chance é mínima. E ninguém ganha jogo sem entrar em campo.
- DESCRÉDITO: não é à toa que o escrete chega à Copa sem que quase ninguém acredite, de verdade, no hexacampeonato. O Brasil tem bons jogadores, mas não tem um Pelé e tampouco uma equipe plenamente entrosada. Resta-lhe a paixão de seu povo, que apoiará como sempre. Mas torcida não faz gol das arquibancadas, muito menos a milhares de quilômetros de distância. Nem Pai de Santo consegue isso. Ninguém sabe o futuro, mas dá para enxergar o que vem pela frente: a renovada ilusão da Copa de 2030.
Então, o Brasil pode ser hexa? Não.
