O governo dos Estados Unidos confirmou que não impedirá a participação do Irã na Copa do Mundo de 2026, mas aplicará um filtro rigoroso para barrar qualquer membro da delegação com vínculos à Guarda Revolucionária Islâmica (IRGC). A decisão foi anunciada nesta quinta-feira, 23, pelo secretário de Estado Marco Rubio. Segundo as autoridades americanas, os jogadores estão autorizados a competir, mas Washington não aceitará a entrada de pessoas ligadas ao grupo terrorista que tentem ingressar no país sob o disfarce de jornalistas ou integrantes técnicos.
A preocupação da administração de Donald Trump foca exclusivamente na segurança nacional e na classificação do IRGC como uma organização terrorista estrangeira. O secretário Marco Rubio foi enfático ao declarar que o problema central não reside nos esportistas: “O problema com o Irã não são os atletas, mas algumas das pessoas que eles gostariam de trazer, algumas com ligações com o IRGC. Talvez não possamos permitir a entrada delas”. Mesmo com o clima de hostilidade entre as nações, os EUA reforçam que a presença do país persa na Copa do Mundo está garantida, desde que respeitados os vetos de segurança.
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Conflitos diplomáticos e o pedido à Fifa
A realização do torneio em solo norte-americano, a partir de 11 de junho, ocorre em um momento de extrema fragilidade diplomática. Recentemente, o governo iraniano solicitou formalmente à Fifa que suas partidas da fase de grupos fossem transferidas para o México, tentativa que foi prontamente negada pela entidade máxima do futebol. Apesar do embate e do cessar-fogo instável que vigora há pouco mais de duas semanas entre EUA, Israel e o Irã, não há sinais de que a seleção sofrerá boicotes ou exclusões da Copa por parte da organização.
O presidente Donald Trump reiterou a postura de neutralidade em relação aos competidores, afirmando que o governo “não quer prejudicar os atletas”.
