O Corinthians enfrenta um cenário dramático que pode esvaziar a Neo Química Arena e desfalcar o time titular no Brasileirão. Após o conflito generalizado no clássico contra o Palmeiras, disputado no último domingo, 13, o clube e seus atletas foram formalmente denunciados pela procuradoria do tribunal. O caso do Corinthians é complexo e envolve desde gestos obscenos até acusações de injúria racial e agressões físicas, colocando em risco não apenas o orçamento com multas de até R$ 100 mil, mas também o apoio da torcida em até dez partidas como mandante.
O Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) não poupou o elenco alvinegro nas denúncias individuais. O lateral Matheuzinho é quem corre o maior risco, podendo ser afastado por até 12 jogos devido à acusação de agressão física. Já o goleiro Hugo Souza foi citado por ofensas à honra da arbitragem, o que pode gerar uma suspensão de seis partidas. A situação do Corinthians ainda inclui o jovem Breno Bidon, por atitude hostil na zona mista, e André, que pode pegar um gancho de seis jogos por realizar gestos obscenos durante a partida.
Além dos jogadores, o preparador de goleiros Luiz Fernando do Santos foi incluído no processo por participação em rixa, com pena prevista de até dez partidas de afastamento. Como instituição, o Corinthians responderá por desordem, atraso no reinício do jogo e conduta discriminatória. A perda de mando de campo é a ameaça que mais preocupa a diretoria, dada a importância histórica do fator casa para a recuperação da equipe na tabela da competição nacional.
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Caos no Derby e acusações de agressão
A confusão, relatada pelo árbitro Flávio Rodrigues de Souza como um “tumulto generalizado”, gerou uma troca de acusações direta entre as diretorias. O Palmeiras alega que o atacante Luighi foi agredido por um funcionário do Corinthians no caminho para o exame antidoping. Por outro lado, o Alvinegro emitiu uma nota oficial afirmando que o zagueiro Gabriel Paulista e o meio-campista Breno Bidon sofreram agressões por parte de seguranças palmeirenses, confirmando que os atletas registrariam boletim de ocorrência.
Embora o técnico Fernando Diniz tenha classificado o episódio como um “empurra-empurra normal”, as denúncias fundamentadas na súmula seguem para julgamento.
