O clima de guerra que tomou conta do túnel da Neo Química Arena terá desdobramentos severos na Justiça após a confusão envolvendo Corinthians e Palmeiras terminar sem consenso. O embate generalizado, ocorrido no último domingo, 12, não foi encerrado em audiência de conciliação, o que empurrou o caso diretamente para a análise do Ministério Público (MP). Enquanto o atacante Luighi, do Palmeiras, formalizou denúncia de agressão contra um funcionário do Timão, o desfecho amigável foi descartado por ambas as partes.
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A tentativa de encerrar a polêmica rapidamente no Juizado Especial Criminal (Jecrim) do estádio fracassou. Representantes do Corinthians chegaram a sugerir que o caso fosse finalizado sem registros formais, mas a cúpula alviverde rejeitou a proposta de imediato. Nem mesmo a sugestão do Ministério Público — que propôs o pagamento de multa de cinco salários mínimos a uma instituição de caridade — foi aceita. Todas as partes alegaram que a medida seria injusta, travando qualquer chance de pacificação imediata nos tribunais.
Enquanto o lado palmeirense decidiu levar a denúncia adiante, o ambiente no Corinthians seguiu uma linha distinta. Os atletas Gabriel Paulista e Breno Bidon, que também afirmaram ter sofrido agressões de funcionários rivais, optaram por não formalizar a queixa às autoridades. Segundo o delegado Cesar Saad, titular da Drade, as imagens analisadas até o momento mostram apenas empurrões e não são conclusivas, o que levará o MP a solicitar novas gravações e ouvir mais testemunhas antes de decidir por um julgamento ou arquivamento.
Tensão máxima e expulsões dentro de campo
O cenário de caos nos vestiários foi apenas o reflexo de um clássico extremamente nervoso nas quatro linhas. O Corinthians encerrou o Dérbi com dois jogadores expulsos após intervenções cruciais do VAR. No primeiro tempo, André recebeu o cartão vermelho por um gesto obsceno direcionado a Andreas Pereira. Já na etapa final, foi a vez de Matheuzinho deixar o campo mais cedo após lance com Flaco López.
