A estreia da Audi na Fórmula 1 está longe do cenário esperado e a montadora alemã enfrenta um prejuízo técnico que pode chegar a um segundo por volta devido a falhas no motor. Com apenas dois pontos somados após três etapas em 2026, o chefe interino Mattia Binotto quebrou o silêncio para detalhar os gargalos da unidade de potência. Para o time que conta com o brasileiro Gabriel Bortoleto, resolver essas instabilidades não é apenas uma questão de desempenho, mas de sobrevivência.
Os problemas técnicos relatados pela equipe são profundos e afetam diretamente o comportamento do carro nas pistas. Segundo Binotto, a irregularidade nas mudanças de marcha tem gerado uma instabilidade severa tanto na aceleração quanto nas frenagens. “Tem a ver com eficiência energética, distribuição de energia, além da dirigibilidade do próprio motor. As mudanças de marcha, no momento, são muito bruscas para nós. Se somarmos desempenho e dirigibilidade, isso pode significar até um segundo por volta”, explicou o italiano ao F1.com.
A marca, que assumiu a estrutura da antiga Sauber, iniciou o desenvolvimento do motor do zero, coincidindo com a introdução das novas unidades mais eletrificadas da categoria. O cenário é de pressão, especialmente após o acidente de Oliver Bearman no Japão ter gerado reuniões de emergência com a FIA. No entanto, Binotto pondera que a Audi realizou um bom trabalho no chassi e espera usar o hiato de abril — provocado pelo cancelamento dos GPs do Bahrein e Arábia Saudita — para focar exclusivamente na reestruturação técnica da unidade de potência.
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Férias forçadas em abril são a esperança de evolução
O período sem corridas será utilizado como uma oficina intensiva para corrigir os erros de projeto que não puderam ser resolvidos durante a maratona das primeiras etapas. “Quando você está totalmente absorvido pela preparação para a corrida, não consegue se desenvolver como gostaria. Por isso o mês de abril será muito importante para nos reestruturarmos”, afirmou o gestor.
Atualmente na oitava posição do Mundial de Construtores, a equipe busca acelerar os processos para dar condições competitivas a Bortoleto e seu companheiro de equipe, Nico Hülkenberg. O desafio é gigante: simplificar a entrega de energia e suavizar o funcionamento do câmbio sem comprometer a confiabilidade.
