O forte impacto entre Oliver Bearman e Franco Colapinto em Suzuka trouxe à tona uma crise prevista pelos pilotos sobre os rumos da Fórmula 1 em 2026. Após o susto na pista, o britânico da Haas não poupou críticas às novas diretrizes técnicas da categoria, classificando o episódio como um desdobramento direto de falhas já apontadas pelos competidores.
Bearman descreveu a batida como “estranha” e apontou que a diferença de 50 km/h entre o seu bólido e o de Colapinto tornou a colisão inevitável. Segundo o piloto, o espaço foi fechado de forma imprudente, mas a raiz do problema seria o comportamento dos novos carros. “Foi uma diferença enorme de velocidade que faz parte desses novos regulamentos aos quais acho que teremos que nos acostumar”, lamentou o jovem talento.
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Aviso ignorado pela FIA e coro com Sainz
O desabafo de Oliver ecoa as recentes reclamações de Carlos Sainz, sugerindo que a Federação Internacional de Automobilismo (FIA) ignorou os alertas enviados pelo grid antes do início da temporada. “Como grupo, avisamos a FIA sobre o que poderia acontecer. Este foi um resultado muito infeliz de uma diferença de velocidade enorme que nunca vimos antes”, disparou o britânico. Para os pilotos, a integridade física está sendo colocada em risco por uma busca por espetáculo que gera situações atípicas e perigosas, como a vista neste final de semana em solo japonês.
Apesar da gravidade do choque e dos danos no carro da Haas, o piloto tranquilizou os fãs e garantiu que está bem fisicamente. Agora, o foco da equipe se volta para a telemetria e para o reparo do chassi antes das sessões oficiais de sábado.
