Guto Miguel voltou ao Brasil cercado de expectativas após conquistar um feito inédito para o tênis nacional. Aos 17 anos, o goiano se tornou o primeiro brasileiro campeão da chave juvenil de Roland Garros e já começa a projetar voos ainda maiores para a carreira.
Recebido nesta terça-feira, 9, no Iate Tênis Clube, em Brasília, onde treina, o jovem falou sobre os próximos passos após a conquista histórica em Paris. Mesmo sem esconder a empolgação pelo momento vivido, Guto deixou claro que pensa grande para o futuro: “Meu sonho é ser o número 1 do mundo, ganhar Wimbledon como profissional e tentar ser o maior da história”.
A conquista chama ainda mais atenção por ter sido alcançada antes de nomes que marcaram gerações do tênis brasileiro. Nem Gustavo Kuerten, tricampeão de Roland Garros entre os profissionais, nem João Fonseca, principal promessa atual do país, conseguiram vencer o torneio juvenil francês.
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Durante a entrevista, Guto também explicou de onde vem a competitividade que tem chamado atenção dentro das quadras: “Eu sempre fui um menino muito apaixonado por tênis, mas acima de tudo apaixonado por ganhar. Sempre gostei de ganhar em tudo, nas brincadeiras, no par ou ímpar, eu nunca gostei de perder nem par ou ímpar. Então eu acho que isso me ajuda hoje em dia também a ser competitivo dentro de quadra, a não aceitar a derrota”.
Apesar do título que o colocou em evidência no cenário internacional, o tenista descartou qualquer pressa na transição definitiva para o circuito profissional. Segundo ele, o planejamento segue sendo feito com cautela pela equipe.
“Isso é uma coisa que a gente ainda está decidindo o calendário, mas eu acho que o juvenil ainda tem algumas coisas para me ensinar. A gente não pode pular etapas, é uma coisa que a gente sempre valoriza aqui. E vamos ver, vamos ver o que tem pela frente”, afirmou.
