João Fonseca carimbou o passaporte para as quartas de final do ATP 500 de Munique nesta quarta-feira, 15. Mesmo com o placar elástico de 2 sets a 0, com parciais de 6/3 e 6/2, o carioca de 19 anos manteve os pés no chão e admitiu que o duelo contra o francês Arthur Rinderknech foi muito mais equilibrado do que os números sugerem. João mostrou maturidade ao salvar nove break points e dominar os momentos decisivos da partida.
Durante a entrevista coletiva, o tenista explicou que sua estratégia de dominar as ações foi testada pela agressividade do rival nas devoluções. “Tentei ser agressivo quando estava sacando e devolvendo também. O placar não reflete o que foi a partida, foi um jogo bem ajustado e estou feliz em jogar bem nos pontos importantes”, analisou o brasileiro. Para Fonseca, estar focado foi a chave para neutralizar as armas de Rinderknech, a quem classificou como um jogador perigoso e capaz de apresentar um tênis de alto nível.
Além da parte técnica, o carioca destacou o combustível extra que recebe das arquibancadas alemãs. O clima favorável e o barulho dos torcedores brasileiros foram citados como diferenciais para manter a intensidade durante o confronto. “É uma coisa que amo por jogar pelo meu país. Veja essa torcida, essa atmosfera. Fazer barulho e uma vibe legal é muito bom. Amo ser brasileiro”, celebrou.
Próximo desafio rumo ao título na Alemanha
O brasileiro aguarda o vencedor do embate entre o norte-americano Ben Shelton, atual 6º do ranking, e o belga Alexander Blockx, número 72 do mundo. O confronto das quartas de final é o próximo passo na busca pelo seu segundo título de nível ATP 500 na carreira, repetindo o feito histórico alcançado no ano passado, quando levantou o troféu no ATP 500 da Basileia.
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