Após ser superado pelo americano Sebastian Korda com parciais de 6/3, 5/7 e 6/4, Carlos Alcaraz não escondeu o sentimento de impotência diante do nível apresentado pelo oponente. A derrota em Miami, ocorrida pela terceira rodada do Masters 1000, evidenciou um padrão que o jovem prodígio começa a notar: seus adversários entram em quadra sem nada a perder, jogando “acima do nível habitual” por não sentirem a pressão que teriam contra outros tenistas.
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Para o líder do ranking, o revés não passou por uma falta de técnica própria, mas pela competência de Korda nos pontos decisivos. “Acho que o Sebi foi incrível hoje. Houve muitos momentos muito apertados em que simplesmente não consegui aproveitar. Acho que ele foi melhor nesses pontos”, analisou Alcaraz, que agora soma duas derrotas em 19 jogos no ano. Sobre a postura agressiva dos rivais, ele foi sincero ao classificar a situação como incômoda: “Bem, para ser honesto, não é nada boa (sorrindo). É um pouco irritante, mas você tem que aceitar. Felizmente, sinto que tenho muitas armas, embora hoje eu não tenha encontrado uma maneira”, desabafou.
Foco no saibro
Apesar da frustração com o resultado na Flórida, o espanhol garantiu que o processo de evolução continua positivo e que se sentiu mais confortável do que em torneios anteriores. O foco do tenista agora se volta totalmente para a temporada de saibro na Europa, onde ele carrega a responsabilidade de defender os títulos de Monte Carlo, Roma e Roland Garros, além do vice-campeonato em Barcelona.
Antes de retomar os treinos pesados, o número 1 do mundo falou sobre a importância de recarregar as baterias mentais para aguentar o ritmo frenético da terra batida. “Agora o que estou pensando é em tirar alguns dias de folga, desconectar, recarregar as energias e estar em boa forma para a temporada de saibro. Preciso sentir aquela vontade de voltar a jogar”, finalizou Alcaraz.
