Carlos Alcaraz chegou a Indian Wells com o peso de ser o número 1 do mundo, mas sua mente cruzou o oceano antes da estreia. Em entrevista no Media Day na Califórnia, o espanhol não escondeu o choque com a situação de colegas de profissão retidos no Oriente Médio devido aos conflitos recentes na região.
O susto de Alcaraz com a guerra
Alcaraz relembrou que a elite do tênis mundial estava na região pouco antes da escalada da violência, o que tornou o cenário ainda mais real para ele. O jovem de Murcia demonstrou empatia com os atletas que não conseguiram deixar a zona de guerra.
“Foi surpreendente, porque estamos falando de alguns dias ou uma semana antes, estávamos todos jogando lá, e de repente, tudo isso acontece. Ver alguns jogadores presos lá, sem poder viajar, foi um pouco preocupante, pelo menos para mim.”
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Apesar do temor, o espanhol tenta manter a cabeça no lugar para a disputa no deserto americano. “Espero que eles possam viajar e vir para cá em breve. Não sei qual é a situação agora, mas todos nós esperamos que se resolva. Para mim, não é uma distração; estou simplesmente mantendo o foco e continuando a treinar o melhor que posso”, pontuou.
A caça aos recordes e o novo “Eu” de Carlitos
Com um início de temporada avassalador de 12 vitórias seguidas, Alcaraz começou a ser comparado à marca histórica de 41 triunfos de Novak Djokovic em 2011. A reação do espanhol mostra o tamanho do respeito que ele tem pela história do esporte.
“Você não percebe o quão difícil é até começar a perseguir algo assim. Você pensa que 41 não é muita coisa, mas quando chega a 12, você pensa: ‘Caramba, ainda faltam quatro ou cinco torneios, os maiores torneios do mundo.’ Estou muito orgulhoso do meu início de ano.”
O segredo para esse domínio? Segundo o próprio Alcaraz, a chave está no controle da mente. “Acho que controlo minhas emoções ainda melhor agora do que antes. Esse tem sido o segredo para o alto nível de tênis que venho apresentando ultimamente. Quando eu costumava ficar com raiva ou jogar mal, consigo me recuperar porque estou calmo, controlo a mim mesmo e minhas emoções.”
