Neste domingo, 22, Tomás Etcheverry conquistou seu primeiro título no Rio Open após uma maratona de 3h05min contra o chileno Alejandro Tabilo. ‘O dia mais feliz da minha vida. Sou campeão ATP. Obrigado a todas as pessoas que me ajudaram a realizar um dos meus maiores sonhos’, escreveu o atleta nas redes sociais, logo após derrotar o rival por 3/6, 7/6 (3) e 6/4.
Oitavo cabeça de chave e atual 51º do mundo, o argentino precisou espantar o fantasma de três vice-campeonatos recentes para subir ao topo do pódio. Tabilo, atual 68º do ranking, chegou a ter uma quebra de vantagem no segundo set e parecia encaminhar o troféu. Contudo, a vontade de Etcheverry de garantir o primeiro título mudou o rumo da partida: o argentino salvou situações críticas e dominou o tie-break, forçando o set decisivo onde, mesmo com menos pontos totais (104 a 108), foi mais eficiente nos momentos de pressão.
A jornada até a glória foi marcada pelo cansaço físico extremo. Por conta das chuvas de sábado, 21, Etcheverry teve que disputar a semifinal na manhã de domingo antes de encarar a decisão. O esforço foi recompensado com o troféu do ATP 500, o maior de sua carreira aos 26 anos. Antes desse triunfo, o tenista acumulava apenas títulos de nível Challenger e buscava a afirmação na elite do tênis mundial desde 2023, ano em que começou a figurar nas fases finais de grandes torneios.
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Choro e redenção na Quadra Guga Kuerten
A emoção que transbordou nas redes sociais já havia dado as caras ainda na quadra, logo após o ponto final. Em meio às lágrimas, o novo campeão revelou a angústia que sentia pelas derrotas passadas. “Não sei como consegui virar. Sentia uma pressão por conseguir um título após perder três finais. Trabalhei muito para viver este momento, estou muito feliz. Realmente não sei como consegui, tirei forças de onde não tinha”, desabafou o argentino ao SporTV, ainda no saibro da Quadra Guga Kuerten.
