A sensação de cansaço mental ao fim do dia, mesmo sem esforço físico, tem se tornado cada vez mais comum, e o uso excessivo de telas é um dos principais fatores associados a esse quadro. Celulares, computadores e tablets expõem o cérebro a uma sequência constante de estímulos visuais, sonoros e informativos.
Notificações, mudanças rápidas de foco e excesso de informações exigem um alto nível de atenção, o que aumenta o gasto cognitivo ao longo do dia.
Estudos indicam que o cérebro não foi projetado para alternar tarefas com tanta frequência. A chamada “multitarefa digital” sobrecarrega áreas ligadas à concentração e à tomada de decisão, levando à fadiga mental, dificuldade de foco e sensação de esgotamento.
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Outro ponto relevante é a luz azul emitida pelas telas. Quando usada à noite, ela interfere na produção de melatonina, hormônio essencial para o sono. O resultado é um descanso menos reparador, que intensifica o cansaço no dia seguinte.
Além disso, o consumo constante de conteúdos curtos e rápidos, como redes sociais, estimula circuitos de recompensa do cérebro, criando picos de dopamina seguidos de queda. Esse ciclo pode gerar sensação de desânimo, irritabilidade e dificuldade de manter atenção em tarefas mais longas.
Reduzir o impacto não significa abandonar a tecnologia, mas criar limites: pausas regulares, menos notificações, uso consciente antes de dormir e momentos reais de descanso mental.





