O Velódromo do Parque Olímpico, um dos legados mais emblemáticos da Rio 2016, voltou a ser palco de um cenário preocupante nas primeiras horas desta quarta-feira. Por volta das 4h (de Brasília), o Corpo de Bombeiros foi acionado para conter as chamas que consumiam parte do teto da estrutura, marcando o terceiro episódio de incêndio no local desde o fim dos Jogos. O incidente importa agora não apenas pelo risco ao patrimônio público, mas pela recorrência de falhas na cobertura, que já foi castigada por balões e tempestades em anos anteriores.
Esta não é a primeira vez que as chamas ameaçam o templo do ciclismo nacional. Somente em 2017, o local sofreu dois ataques causados por quedas de balões: o primeiro em 30 de julho, e o segundo em 26 de novembro. Somado a isso, um temporal em 2018, já havia danificado o teto, provocando infiltrações. Segundo a Prefeitura do Rio, o incêndio atual foi controlado rapidamente e não houve feridos, uma vez que o local estava fechado no momento do início do fogo.
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Avaliação técnica e o acervo do Museu Olímpico
Nesta manhã, o prefeito Eduardo Cavaliere e engenheiros da Confederação Brasileira de Ciclismo realizaram uma vistoria para medir o impacto do ocorrido. Felizmente, a análise preliminar indica que a pista de competição não sofreu danos. “A avaliação preliminar da equipe técnica e da direção da Confederação Brasileira de Ciclismo indica que não houve qualquer impacto à pista”, afirmou a prefeitura em nota oficial.
A maior preocupação girava em torno do Rio Museu Olímpico, que abriga peças históricas de 2016. De acordo com Eduardo Cavaliere, o acervo está totalmente preservado e apenas uma pequena área de circulação será reformada. “O acervo não foi atingido, está completamente preservado. Além disso, todos os itens e equipamentos do museu têm seguro”, explicou o prefeito. Enquanto as autoridades investigam as causas exatas do fogo, o time de engenharia já planeja os reparos necessários para garantir que o equipamento siga em operação.