Praticar exercícios é essencial para uma vida saudável, mas casos de infarto durante atividades físicas geram preocupação. O problema não está no exercício em si, e sim na falta de preparo e na negligência com os sinais do corpo.
O infarto geralmente ocorre em pessoas com doenças cardíacas pré-existentes e desconhecidas, sendo o aumento da frequência cardíaca um possível gatilho. Por isso, é fundamental saber diferenciar o cansaço normal de sinais de alerta do coração.
Durante a atividade física, o coração trabalha mais para bombear sangue aos músculos e precisa de maior oferta de oxigênio, mas, se houver obstruções nas artérias coronárias, esse suprimento pode ser insuficiente. Em exercícios de alta intensidade, o aumento da pressão arterial e o fluxo turbulento podem romper placas de gordura, formando coágulos que bloqueiam a artéria e causam infarto.
Além disso, nos mais jovens, os casos geralmente estão ligados à cardiomiopatia hipertrófica ou a anomalias congênitas.
Sinais do corpo para o risco de infarto
Durante a prática de exercícios, alguns sinais de alerta não devem ser ignorados, como dor ou pressão no peito que pode irradiar para braços, pescoço, mandíbula ou costas, além de falta de ar desproporcional, quando o fôlego não retorna mesmo após reduzir o ritmo.
Tonturas ou desmaios, sensação de vista escurecendo e instabilidade repentina também merecem atenção, assim como suor frio e náuseas que não parecem relacionados ao calor do treino. Outro ponto importante são palpitações irregulares, quando o coração parece bater fora de ritmo.
Quando esses sintomas aparecem, é fundamental parar imediatamente qualquer atividade.
