O Brasil sai da fase de grupos da Copa do Mundo de 2026 com um selo de respeito: três jogadores aparecem entre os 50 nomes de melhor desempenho do torneio. O levantamento do The Athletic, usado hoje como uma espécie de termômetro internacional de rendimento, coloca Vini Jr. no Top 3 geral e ainda inclui Matheus Cunha e Bruno Guimarães na lista.
O estudo do jornal americano avalia apenas o que cada atleta entregou dentro de campo nas primeiras partidas da competição. A publicação usa um modelo próprio para medir contribuição objetiva em cada duelo, com atualização feita logo após o fim da fase de grupos.
Nesse recorte, o trio brasileiro ganha espaço junto a nomes como Lionel Messi, Kylian Mbappé, Harry Kane e Erling Haaland. Todos astros listados no Top 10 do ranking global divulgado.

Top 50 da Copa 2026: como o Brasil se coloca entre os melhores?
Entre os brasileiros, o protagonista é Vinicius Jr., o atleta mais bem colocado pelo The Athletic. O atacante subiu duas posições em relação à lista anterior e hoje ocupa o terceiro lugar geral, atrás apenas de Messi e Mbappé. A escalada passa diretamente pelos quatro gols marcados nas três primeiras partidas da Seleção. Desempenho, aliás, que o transformou no principal nome do país nesse inicial do Mundial.
Essa avaliação não trata apenas de gols, mas de impacto no jogo, algo que o modelo da publicação tenta condensar em números. A análise também enxerga o rendimento do jogador como um dos fatores centrais para manter o Brasil competitivo nas fases eliminatórias, em um cenário em que o desempenho coletivo ainda buscava um padrão mais estável.
Por que o ranking do The Athletic virou sinal de respeito global?
O levantamento ganha peso porque acompanha toda a fase de grupos da Copa e se atualiza conforme o torneio avança. A cada rodada, o sistema próprio do jornal reordena posições a partir da contribuição objetiva de cada atleta. Ao final da etapa que ampliou o Mundial para 32 seleções classificadas ao mata-mata, o panorama mostra um topo dominado por Messi.
O argentino chegou à liderança após marcar o sexto gol na competição diante da Jordânia, em três jogos, e conduzir a Argentina a 100% de aproveitamento. Messi se tornou o maior artilheiro da história das Copas, mas vê Kylian Mbappé na sombra.
Mbappé ocupa a segunda colocação, enquanto a França ainda emplaca Dembélé e Michael Olise entre os cinco primeiros colocados. O Top 10 se completa com Harry Kane, Achraf Hakimi, Erling Haaland, Pedri e Ismael Saibari, todos avaliados com base nas mesmas métricas aplicadas ao trio brasileiro.

Desempenho dos brasileiros: quem subiu e quem entrou?
Se Vinicius Junior é o rosto mais visível do Brasil no ranking, o avanço de Matheus Cunha ajuda a contar outra parte da história. O atacante do Manchester United ganhou oito posições na atualização e aparece agora na 24ª colocação. A leitura da publicação é de que o jogador deu sinais de assumir de vez a condição de titular ao longo da fase de grupos, com presença constante na construção das jogadas ofensivas.
Bruno Guimarães, por sua vez, estreia na lista já na 35ª posição. O volante do Newcastle recebe destaque pela forma como conecta o meio-campo ao ataque e pelo volume de assistências para os homens de frente. O texto do The Athletic aponta que ainda existem questionamentos sobre a resistência do setor central brasileiro diante de adversários de nível mais alto, mas ao mesmo tempo ressalta a importância do meio-campista na aceleração das jogadas e na oferta de linha de passe entre defesa e ataque.
Esse recorte ajuda a desenhar um Brasil em que a engrenagem coletiva ainda está em construção, mas que já apresenta três peças reconhecidas entre as mais eficientes da Copa 2026. O ranking seguirá sendo atualizado ao longo do mata-mata, acompanhando o que cada jogador entrega na sequência do torneio.
