Ronaldo Fenômeno entrou no debate sobre o futuro da seleção da França e cravou seu favorito para o lugar de Didier Deschamps: Zinedine Zidane. Em entrevista ao jornal francês L’Équipe, o ex-atacante apontou o antigo companheiro de Real Madrid como o nome ideal para assumir o comando da equipe campeã do mundo em 2018. O apoio ganha peso por vir de um dos maiores jogadores da história, bicampeão da Bola de Ouro, e ainda por ser um brasileiro endossando o técnico que pode liderar um rival histórico.
Questionado sobre o francês, o ex-camisa 9 não mediu palavras ao defender a candidatura do amigo. Fenômeno entende que Zidane “tem o perfil perfeito para essa posição”, pois combina talento, leitura de jogo e postura à beira do campo. A avaliação dialoga com o movimento de bastidores que coloca o ex-meia como sucessor natural de Deschamps, mesmo sem qualquer definição oficial sobre a troca no comando técnico.

Zidane é mesmo o nome ideal para a seleção da França?
Na entrevista ao L’Équipe, o dono das Bolas de Ouro de 1997 e 2002 detalhou por que considera o francês preparado para assumir a seleção. O ex-atacante disse que o treinador reúne “talento, inteligência tática e o caráter ideal” para liderar o elenco campeão mundial. Assim, poderia manter a excelência vista nos últimos anos dos Bleus.
A relação entre os dois vem do período em que dividiram o vestiário no Real Madrid. Inclusive, na visão do Fenômeno, a passagem de Zidane pelo comando dos merengues o transformou em um treinador considerado extremamente confiável no futebol mundial. Ideia que alimenta o rótulo de candidato óbvio à vaga de Deschamps.
O ex-camisa 9 ainda foi além ao falar sobre o ex-companheiro de time. Para ele, Zidane “foi o melhor jogador com quem já jogou e o melhor companheiro de equipe”, declaração que coloca o francês em um patamar especial dentro da carreira de quem atuou ao lado de vários craques.
Como Zidane se movimenta nos bastidores da seleção francesa?
Enquanto o futuro da seleção ainda não está definido, o ex-meia segue próximo do ambiente da equipe nacional. O francês, mesmo fora do ambiente interno, continua apoiando o trabalho de Deschamps, que busca a terceira estrela para o país nas Américas. Essa postura mantém o ex-jogador ligado ao grupo que disputa a Copa do Mundo, ainda que à distância do banco de reservas.
De acordo com o L’Équipe, Zidane já começou a montar uma possível comissão técnica para o momento em que assumir uma seleção, em especial a francesa. O jornal informa que o ex-meia sondou Fabien Barthez, goleiro titular em 1998, para ser o treinador de goleiros de seu eventual staff. Esse movimento tem ganhado destaque na mídia como um indício de planejamento antecipado.
Enquanto isso, Deschamps lidera o time na atual Copa. A França segue sua campanha nas Américas e enfrentará a Suécia nas oitavas de final do Mundial, em partida marcada para terça-feira, 30 de junho, às 18h (de Brasília). O técnico atual busca levar o grupo a mais uma decisão, ampliando o ciclo vitorioso que recolocou o país entre as grandes seleções do futebol.

O que muda com a saída de Deschamps após a Copa?
O atual comandante vive possívelmente a última Copa do Mundo à frente da França, segundo as próprias palavras. Depois de 14 anos no cargo, Deschamps deve deixar a seleção ao fim do torneio, embora não vá se aposentar da função de treinador. O técnico conquistou o título mundial em 2018 e ficou com o vice em 2022, resultados que recolocaram o país no topo do futebol após o fiasco de 2010.
O treinador assumiu a equipe em 2012, em um momento em que o futebol francês ainda se recuperava da campanha da Copa da África do Sul. Na ocasião, a seleção caiu na primeira fase, sem vencer nenhuma das três partidas da fase de grupos, e ainda enfrentou uma crise interna com a greve dos jogadores em um dia de treino após o corte do atacante Nicolas Anelka por xingar o então técnico Raymond Domenech.
