Fora da Copa pela terceira vez seguida, a seleção italiana discute um reposicionamento de cúpula e mira três símbolos do próprio futebol para comandar essa virada: Paolo Maldini, Gianluigi Buffon e Claudio Ranieri. O trio está na mesa do novo presidente da Federação Italiana de Futebol (FIGC), Giovanni Malagò, como opções para o cargo de diretor técnico da Azzurra — com um largando à frente na disputa.
O nome de Paolo Maldini surgiu inicialmente como prioridade de Malagò, mas a resistência do ex-zagueiro abriu espaço para análise de outros dois nomes. A escolha passa por prestígio, influência interna e capacidade de reorganizar o ambiente depois de mais um fracasso em eliminatórias da Copa do Mundo.
De acordo com a imprensa local, Maldini demonstra relutância em aceitar o convite para se tornar diretor e apresenta uma lista de exigências. Ele cobra, sobretudo, garantias de independência total nas decisões esportivas. Diante dessa postura, a federação avalia alternativas para não travar o processo e mantém Buffon e Ranieri em posição de destaque na disputa pelo posto.

Itália aposta em diretor técnico para reerguer a seleção
O plano de Malagò passa por uma mudança de estrutura, com um diretor técnico de grande peso à frente do projeto. A ideia se estrutura em usar a imagem de um ex-ídolo da Azzurra como pilar de uma gestão, que tenta se reerguer após a ausência na terceira Copa do Mundo consecutiva. Nesse desenho, o futuro dirigente teria autonomia ampliada, com liberdade para coordenar tanto o time principal quanto as categorias de base, sob o guarda-chuva da nova liderança técnica escolhida pela FIGC.
Caso a negociação com Maldini desabe por conta das exigências, a federação não deve abrir mão de colocar uma ex-referência do futebol italiano no centro da hierarquia. Buffon e Ranieri seguem, então, como os principais candidatos a ocupar a função estratégica.
A discussão não se limita ao nome, mas ao modelo: um dirigente de campo, com histórico dentro da seleção ou em grandes clubes. O escolhido servirá de ponte entre a presidência, o treinador e a estrutura de base.
Buffon, Ranieri e o peso da experiência na Azzurra
Entre os postulantes, o ex-goleiro acumula experiência recente dentro da própria federação. Buffon atuou como chefe da delegação da seleção italiana e acompanhou o dia a dia da Azzurra em competições e datas Fifa. Deixou o posto após a equipe ficar fora da Copa do Mundo, o que adiciona contexto político à possível volta a um cargo de liderança. Esse histórico pesa na avaliação da FIGC, que conhece o modo como ele se movimenta nos bastidores.

Ranieri entra na conversa como o treinador veterano, com longa estrada em clubes e respeito ao longo de muitas temporadas. A presença dele na lista reforça o movimento da federação por um nome de reputação consolidada para dividir o comando do projeto com Malagò e com o próximo técnico.
Quem pode ser o novo técnico da seleção italiana?
Enquanto o debate sobre o diretor técnico se desenrola, dois treinadores surgem como favoritos para assumir o banco da Azzurra. Antonio Conte, que deixou o Napoli neste mês, ganha força como principal candidato ao cargo. O técnico já comandou o time nacional e volta ao radar justamente em um momento de reestruturação, em que a FIGC pretende entregar a ele um ambiente mais estável.
Roberto Mancini aparece no mesmo pacote de possibilidades, também com experiência prévia à frente da equipe. A presença dos dois nomes mostra que a federação trabalha com treinadores que conhecem a rotina da seleção e já lidaram com as pressões do cargo. Há, ainda, uma terceira frente, visto que técnicos estrangeiros começam a ganhar espaço entre as hipóteses.
