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Lionel Messi completa 39 anos: momentos marcantes da carreira do craque argentino

by Redação
24/06/26 11:10:05
in Giro Sportbuzz
Lionel Messi completa 39 anos: momentos marcantes da carreira do craque argentino
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Nesta quarta-feira, 24 de junho, Lionel Messi completa 39 anos e segue como protagonista absoluto no futebol. O camisa 10 chega à data como recordista de gols em Copas do Mundo e líder técnico da Argentina nesta edição de Mundial. O aniversário acontece em plena rotina de jogo grande e repetindo um cenário que acompanhou quase toda a carreira: uma equipe em torno dele.

O roteiro até aqui começa em 1999, quando o garoto de Rosário deixa a Argentina aos 12 anos para tentar a vida no Barcelona. Na época, ainda no Newell’s Old Boys, encarava rivais bem maiores fisicamente e chamava atenção pela facilidade para driblar qualquer marcador pela frente.

O clube catalão levou o menino, que passou um longo período apenas treinando, travado por questões burocráticas por ser estrangeiro e menor de idade. A estreia pela base do Barcelona só ocorreu em 7 de abril de 2001, com a camisa 9, gol marcado e vitória por 3 a 0 sobre o Amposta.

Primeira lesão grave e promoções na base do Barcelona

Uma semana depois da estreia, ainda aos 13 anos, o argentino sofreu a primeira lesão grave: fratura na tíbia. Ele lidou com o medo real de ver a carreira acabar antes de começar. Recuperado, voltou em 2002 e transformou o retorno em aviso para quem acompanhava a base blaugrana: 38 gols em 31 partidas, recorde interno do clube na categoria.

Na temporada 2003/2004, entre 16 e 17 anos, o prodígio acaba “promovido” quatro vezes em um mesmo ano. Subiu degrau por degrau até o time que hoje equivale ao Barcelona B, atual Barça Atlètic. Então, o passo seguinte aconteceu em 16 de novembro de 2003, em Portugal, em amistoso festivo com o Porto na inauguração do Estádio do Dragão. Entrou aos 29′ do segundo tempo, ainda como promessa desconhecida do grande público.

Estreia no profissional do Barcelona e Mundial sub-20

Menos de um ano depois, em 16 de outubro de 2004, a estreia no profissional e o “debut” em La Liga. Clássico contra o Espanyol, 17 anos de idade, substituto de Deco na etapa final do jogo, poucos toques na bola e sete minutos em campo sob o comando de Frank Rijkaard. O primeiro gol no time principal só saiu no dia 1º de maio de 2005, contra o Albacete, em lance marcado pelo passe de Ronaldinho Gaúcho e pelos afagos do então protagonista da equipe.

Naquele mesmo 2005, a trajetória com a camisa da Argentina começa a ganhar peso nas seleções de base. No Mundial sub-20, entre junho e julho, o meia-atacante marcou seis gols e inclusive balançou a rede do Brasil na semifinal, além dos dois na decisão contra a Nigéria.

Messi terminou o Mundial como artilheiro e melhor jogador, já maior de idade, e dava indícios do que viria adiante. Na temporada 2005/2006, participou do elenco campeão espanhol e europeu, embora tenha ficado de fora da final da Champions contra o Arsenal por lesão muscular.

Em 2006, o primeiro Mundial adulto: estreia em Copas aos 20 anos e oito dias antes do mesmo 24 de junho. Ele entrou em campo no segundo tempo da goleada por 6 a 0 sobre a Sérvia e, inclusive, marcou seu primeiro gol na competição.

Lionel Messi chega aos 39 anos ampliando uma coleção de marcas históricas. (Crédito: Getty Images)

Do primeiro gol em Copa à primeira Bola de Ouro

A relação com o torneio da Fifa, tema central de 2026, passa por altos e baixos até desembocar no recorde de artilharia. Depois da estreia promissora em 2006, o atacante se tornou titular absoluto do Barcelona e registrou o primeiro hat-trick profissional em 10 de março de 2007, no Camp Nou, justamente contra o Real Madrid.

Em abril de 2007, a comparação com Maradona ganhou força após gol antológico diante do Getafe, em jogada que remeteu ao lance de 1986 contra a Inglaterra. Já em 2008, o craque assumiu o protagonismo da seleção olímpica na campanha de ouro em Pequim, com direito a 3 a 0 sobre o Brasil.

Em maio de 2009, marcou de cabeça na final da Champions contra o Manchester United, aos 21 anos, e ajudou a construir a vitória catalã por 2 a 0. Reforçando, nesse período, o peso do tratamento hormonal da adolescência. No fim daquele mesmo ano, a primeira Bola de Ouro, após dois segundos lugares atrás de Kaká e Cristiano Ronaldo.

Após o prêmio, fez algo inédito e emendou 2º, 3º e 4º prêmios seguidos. Ele, à essa altura, já dominava o debate de melhor do mundo por anos.

Crise na trajetória pela Argentina

O vínculo com a seleção principal vive o primeiro grande abalo em 2010, na Copa da África do Sul, sob comando de Diego Maradona. A equipe caiu nas quartas de final, após a goleada por 4 a 0 para Alemanha, e o camisa 10 deixou o torneio sem marcar um gol sequer.

Em 2014, no Brasil, o cenário mudou parcialmente: quatro gols e uma assistência. Messi até terminou a edição como melhor do Mundial, mas a nova derrota para os alemães, dessa vez na final no Maracanã, manteve rusgas na relação. A edição de 2018, na Rússia, lhe rendeu status de pior participação. O astro perdeu pênalti, teve um desempenho aquém do esperado, e a seleção caiu nas oitavas diante da França. Messi anotou apenas um tento à época, contra a Nigéria.

A virada de Lionel Messi em Copas e o adeus ao Barça

A virada definitiva na relação com a seleção começou fora das Copas, mas desembocou nelas. Em 2016, após nova derrota na Copa América para o Chile, o meia-atacante anunciou a aposentadoria da equipe nacional, frustrado com o acúmulo de fracassos. Meses depois, recua da decisão.

Em 2021, o sonhado primeiro título com a camisa albiceleste e em pleno Maracanã. A Argentina venceu o Brasil na Copa América e encerrou um jejum de 28 anos sem troféus da seleção. Um mês depois, o ciclo com o Barcelona chega ao fim.

Em meio à crise financeira do clube, o contrato não foi renovado, e o maior ídolo da história recente se despediu após 22 anos ligado aos catalães, 17 como profissional. A essa altura, o atacante já tinha comemorado o nascimento do primeiro filho, Thiago, em 2012, e visto a família crescer com Mateo e Ciro, todos frutos da relação com Antonella Roccuzzo, sua amiga de infância.

No campo, acumulou marcas como cinco gols em um jogo de Champions contra o Bayer Leverkusen, ano de 2011/2012 com 82 gols em 69 partidas pelo Barça e 91 considerando a Argentina. Além disso, chegou, em 2017, ao gol 500 com a camisa azul-grená, em clássico contra o Real Madrid decidido nos acréscimos.

A consagração nas Copas, porém, só chegou em 2022, no Catar. Já aos 35 anos, o astro marcou gols em todos os jogos de mata-mata pela Albiceleste e fez dois na final, diante da França. Nos pênaltis, na emoção, mas enfim o único título que ainda lhe faltava.

Durante o torneio, alcançou também o jogo de número 1000 na carreira profissional, na vitória sobre a Austrália nas oitavas. A atuação geral rendeu uma retomada à rotina de premiações: após período fora do top 3 em 2018, viu o nome voltar às listas e levou novamente a Bola de Ouro. Além do prêmio Fifa The Best, este por mais duas vezes.

Do Barcelona ao Inter Miami: carreira, gols e a marca dos 39

Entre os picos de rendimento, houve também travas físicas. A temporada de 2013 entrou na conta como “ano das lesões”, com três problemas musculares que reduziram sua presença em campo. Ainda assim, o trio formado com Neymar e Suárez, a partir de 2014, rendeu nove títulos em três anos, incluindo outra Champions, e transformou o ataque do Barcelona em máquina de gols.

Em paralelo, em 2018, o nome ficou de fora do top 3 da eleição de melhor do mundo pela primeira vez em 12 temporadas. Essa premiação terminou com Luka Modric, Cristiano Ronaldo e Mohamed Salah no pódio.

Já em meio à pandemia, em 2020, surgiu o primeiro pedido formal para deixar o Barça, negado pela diretoria. O desfecho só viria em 2021, com a impossibilidade de registro de novo contrato por causa da saúde financeira do clube. O destino seguinte foi o PSG, em 2021/2022, com reencontro com Neymar e expectativa alta de domínio europeu. O saldo, porém, terminou em títulos nacionais e frustração continental.

Com o fim do vínculo em Paris, em junho de 2023, o camisa 10 aceitou a ousada proposta do Inter Miami. Messi passou a atuar nos Estados Unidos, em uma liga de menor expressão, a MLS. Contudo, chegou como protagonista do projeto de internacionalização da marca.

De Rosário ao topo do futebol mundial, Lionel Messi segue fazendo história. (Crédito: Divulgação / FC Barcelona)

O ritmo de gols permanece elevado na MLS e no momento atual. Em março deste ano, contra o Nashville, pela Concacaf Champions Cup, o atacante anotou o gol número 900 da carreira. Marca atingida 21 anos depois do primeiro com a camisa do Barcelona.

Também nesta temporada, tem liderado a Argentina em mais uma Copa do Mundo. Na estreia do Mundial de 2026, contra a Argélia, o astro marcou um hat trick e, logo de cara, empatou com Miroslav Klose na artilharia histórica das Copas, ambos com 16 gols. No jogo seguinte, diante da Áustria, o recorde absoluto.

Com dois gols marcados na partida, o atacante chegou aos 18 gols e se isolou como maior artilheiro da história das Copas do Mundo, além de se firmar como candidato forte à artilharia da edição atual. Kylian Mbappé surge na cola do ranking, com 16 tentos e quatro só neste Mundial de 2026.

Tudo isso, agora, aos 39 anos recém-completados, com a agenda dividida entre o Inter Miami, a seleção argentina e a luta para ampliar uma coleção de marcas que já ocupa um espaço raro nas estatísticas do futebol.

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