A Federação Tunisiana decidiu abrir o cofre para tentar seguir viva na Copa do Mundo 2026. Segundo o site árabe “Wimwim”, o novo técnico da seleção, Hervé Renard, vai receber cerca de 200 mil euros (cerca R$ 1,18 milhão) para comandar a equipe nos dois jogos que restam na fase de grupos. O acordo é relâmpago, pensado só para os duelos contra Japão e Holanda.
Após a demissão de Sabri Lamouchi, que ocorreu logo depois da goleada por 5 a 1 sofrida diante da Suécia na estreia da seleção no Mundial, a federação firmou um acordo focado sobretudo na fase de grupos da Copa. O investimento feito para o negócio gira em torno de R$ 600 mil por partida no Mundial, com dois jogos certos: Japão e Holanda.
Da demissão ao acordo, tudo aconteceu em questão de horas. Hervé deixou o Senegal na segunda (15), fez escala em Paris e seguiu direto para o México. Na terça-feira (16), o treinador já havia desembarcado em Monterrey, sede do CT da Tunísia, para iniciar os trabalhos no mesmo dia.

Quanto a Tunísia vai pagar a Hervé Renard na Copa?
De acordo com as informações divulgadas pela imprensa árabe, o novo treinador da Tunísia fechou por cerca de 200 mil euros para os compromissos da fase de grupos. O valor gira em torno de R$ 1,18 milhão para um contrato tampão, que cobre apenas as partidas contra Japão e Holanda. Dentro desse recorte, cada jogo rende algo próximo de R$ 600 mil ao técnico.
O negócio entre as partes prevê um novo acordo caso a Tunísia avance à próxima fase da Copa. Com esse salário, o francês de 57 anos figura entre os treinadores estrangeiros mais bem pagos da África nos últimos anos. Essa quantia acompanha o patamar salarial que o francês vinha apresentando em seus trabalhos recentes.
Ainda segundo a imprensa árabe, na passagem mais recente pela Arábia Saudita, ele figurava entre os treinadores mais bem pagos do continente asiático, com vencimentos na casa de cinco milhões de euros por ano.
Como foi a queda de Sabri Lamouchi antes da chegada de Renard?
A goleada por 5 a 1 diante da Suécia, em Monterrey, no último domingo (14), fechou o ciclo de Lamouchi à frente da seleção. A entidade decidiu pela demissão poucas horas depois do apito final, já sob o impacto do placar na estreia do Grupo F. O treinador havia sido contratado em janeiro e comandou apenas cinco partidas, sem conseguir dar uma resposta consistente em campo.
Lamouchi acumulou três derrotas, um empate e só uma vitória em cinco jogos. Antes da Copa, a Tunísia caiu para Áustria e Bélgica em amistosos, empatou sem gols com o Canadá e venceu o Haiti por 1 a 0. Com a goleada na estreia do Mundial, a federação optou pela ruptura imediata e partiu para a solução emergencial com o treinador francês.
Qual o tamanho da conta com o novo técnico da Tunísia?
O movimento da federação não envolve só o salário de Renard, mas também a saída de Lamouchi. O treinador demitido deve receber uma indenização equivalente a cerca de três salários, algo próximo de R$ 575 mil. É o custo para encerrar um trabalho que durou poucos meses que não passou dos cinco jogos oficiais e amistosos.

Somando a rescisão com o pacote oferecido ao novo comandante, a mudança no banco pode levar a um desembolso superior a R$ 1,7 milhão em poucos dias. Tudo isso para tentar ajustar o rumo da seleção ainda na fase de grupos da Copa do Mundo.
A Tunísia encara o Japão no domingo (21), à 1h da madrugada de Brasília, em uma partida simbólica: será o jogo número 1.000 da história das Copas. Depois, fecha a participação na chave contra a Holanda, na quinta-feira, 25 de junho, às 20h.
