O empate de Portugal com a RD do Congo por 1 a 1 na estreia da Copa do Mundo esquentou o clima no país nos dias seguintes ao jogo. Uma entrevista e um “like” em post nas redes sociais colocaram Cristiano Ronaldo no centro de duas polêmicas diferentes, com João Neves de um lado e Bruno Fernandes de outro.
No caso de João Neves, autor do gol português no empate, uma entrevista na zona mista desencadeou um ataque em massa nas redes sociais. Questionado sobre o tamanho de CR7 no time, o meia tentou equilibrar respeito à história do capitão e foco no grupo em sua resposta.
“Sabemos o que Cristiano fez por nós, mas agora não é diferente de nós. É apenas mais um jogador para ajudar. Não é diferente dos demais”, disse, em tom firme.

João Neves, Cristiano Ronaldo e a frase que rachou a torcida
A declaração colocou o meio-campista no centro de uma polêmica imediata. Parte dos torcedores interpretou a fala como um elogio ao coletivo, algo alinhado à ideia de que a seleção precisa funcionar como um bloco, sem depender só de um astro. Porém, outra ala entendeu a resposta como rebaixamento simbólico do papel de Cristiano no elenco, especialmente em meio às críticas recentes.
Nas redes sociais, o efeito foi rápido. O perfil de João passou a receber mensagens de todos os lados, com comentários defendendo e atacando o discurso. Entre as críticas, chamou atenção a reação de quem puxou o peso histórico do camisa 7 para rebater o meio-campista.
“Se Cristiano Ronaldo não existisse, vocês provavelmente nunca teriam ouvido falar de um país chamado Portugal. Então respeitem a sua lenda, apoiem-no, e vocês conquistarão tudo”. Outro comentário defendeu e ideia de que o time deveria correr pelo capitão: “Respeitem o maior jogador de Portugal. Corram por ele”.

O jejum de Cristiano Ronaldo
O incômodo veio também pelo momento do atacante e pela forte pressão da mídia. Aos 41 anos, o capitão passou em branco contra a RD do Congo e ampliou uma sequência sem gols em grandes torneios com a seleção.
Já são dez partidas de Copa do Mundo ou Eurocopa sem marcar. Esse dado entrou como pano de fundo do debate: enquanto uns usaram o histórico para blindá-lo, outros enxergaram na fase atual um argumento para sustentar a ideia de que o time não pode girar só em torno dele.
Kátia Aveiro entra em cena, e Bruno Fernandes vira alvo
Enquanto a discussão sobre João Neves e Cristiano Ronaldo corria solta, outro ponto sensível apareceu, mas desta vez longe dos microfones. Kátia Aveiro, irmã do camisa 7, curtiu uma publicação com críticas a Bruno Fernandes após o empate. O gesto ganhou repercussão justamente por mexer com outro nome importante do meio-campo da seleção.
Kátia curtiu um post que classificava Bruno Fernandes como o “Raphinha de Portugal” e o chamava de “pipoqueiro” pela atuação na estreia. O conteúdo não trazia números nem análise tática, era uma crítica direta ao desempenho do português na estreia. Não demorou muito, e o like se tornou pauta na imprensa local. Jornais como o A Bola destacaram a curtida e levaram o debate à mídia.

O que Portugal leva dessa estreia para o jogo contra o Uzbequistão?
Entre discussão sobre hierarquia, status de ídolo e curtidas que viram manchete, o registro frio do placar segue ali: 1 a 1 com a RD do Congo, na primeira rodada da Copa. O empate, somado ao rendimento contestado, colocou o time em um ponto de atenção já na estreia.
A seleção volta a campo na próxima terça-feira, dia 23, contra o Uzbequistão, em busca da primeira vitória para não se complicar na luta por uma vaga nas oitavas.
