Erling Haaland estreou com o pé direito em Copa do Mundo, com dois gols na goleada da Noruega por 4 a 1 sobre o Iraque e liderança no grupo da França. No entanto, o desempenho dividiu atenções com outro detalhe: o nome nas costas do ídolo. No lugar do habitual sobrenome, o atacante usou “Braut Haaland”, uma escolha pensada especialmente para sua primeira participação em Mundial.
A Federação Norueguesa de Futebol já havia comunicado oficialmente a mudança em agosto de 2025, mas só ganhou proporções globais nessa terça-feira (16). Trata-se de uma homenagem à mãe, Gry Marita Braut, com o uso do primeiro nome na camisa, e ao pai, pelo habitual Haaland.

Por que Haaland joga a Copa com “Braut” na camisa?
O atacante herdou esse sobrenome materno e o utiliza com frequência na equipe nacional justamente como homenagem. A escolha, aliás, parte de um costume cultural da Noruega, em que é comum misturar sobrenomes do pai e da mãe na identificação pública. Inclusive, noruegueses se acostumaram a chamá-lo de “Brauten” no dia a dia.
A Copa, porém, deu outra escala ao gesto. A imagem da comemoração dos dois gols contra o Iraque, com o nome “Braut Haaland” em destaque, espalhou para o mundo esse recorte íntimo da história do camisa 9 da seleção norueguesa.
A herança atlética de Braut Haaland
O uso do sobrenome trouxe novamente a genética esportiva da família ao foco. O pai, Alfie, se destacou como jogador de futebol e inclusive defendeu o Manchester City. Já a mãe, Gry Marita, foi uma atleta norueguesa de provas combinadas, com destaque no heptatlo, e chegou a ser campeã nacional na modalidade durante a década de 1990.
No heptatlo, Gry Marita Braut encarava uma sequência puxada de provas. O conjunto incluía os 100 metros com barreiras, salto em altura, arremesso de peso, 200 metros, salto em distância, lançamento de dardo e os 800 metros. A rotina exigia força, resistência e coordenação, características que ajudam a entender parte do pacote físico exibido hoje pelo centroavante em campo.
O próprio atacante flertou com o atletismo quando criança. Em 22 de janeiro de 2006, com apenas 5 anos, registrou uma marca incomum para a idade: 1,63 metro no salto em distância parado. Esse desempenho lhe rendeu o recorde mundial para a faixa etária.

Do salto parado ao comando do ataque da Noruega
A infância do artilheiro também teve espaço para outro esporte: o handebol. Em quadra, o treinador da época chegou a avaliar que o astro poderia ter se tornado atleta profissional de elite na modalidade, caso seguisse por esse caminho. A leitura se apoiava na visão de jogo rápida e no vigor físico demonstrado, traços que, anos depois, também se destacaria nos gramados.
A opção pelo futebol acabou empurrando todo esse repertório físico para dentro da área, e o resultado apareceu de forma clara na estreia da Copa do Mundo de 2026. Contra o Iraque, o centroavante marcou dois gols na vitória por 4 a 1 da Noruega, desempenho que transformou a abertura do torneio em espécie de carta de apresentação para quem ainda não tinha acompanhado de perto o cotidiano do jogador pela seleção.
Esse mesmo uniforme com “Braut Haaland” nas costas volta a campo na próxima segunda-feira, 22 de junho, às 21h (de Brasília), em confronto contra o Senegal. Do outro lado estará uma seleção que vem de derrota por 3 a 1 para a França, resultado também registrado na última terça.
