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Como a IA virou “arma secreta” dos Estados Unidos na Copa do Mundo 2026?

by Redação
15/06/26 09:30:05
in Giro Sportbuzz
Como a IA virou “arma secreta” dos Estados Unidos na Copa do Mundo 2026?
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Pochettino decidiu levar a inteligência artificial para o centro do trabalho da seleção dos Estados Unidos na Copa do Mundo 2026. Para se guiar em ajustes táticos, a comissão técnica recorreu à IA Sportian Performance, que também vai auxiliá-los em leituras em tempo real e planejamento de jogo. A plataforma entrou em cena logo após a estreia com goleada, justamente para transformar dados em desempenho consistente até 19 de julho.

O técnico trata a tecnologia como parte do ecossistema que está montando em torno do elenco americano. A proposta é cruzar números, vídeos e modelos de IA para entender melhor o que acontece em campo com o próprio time, bem como aos adversários. Nesse contexto, cada treino e cada partida viram material para alimentar análises automáticas e decisões mais rápidas no banco de reservas.

Como a IA entra no dia a dia da seleção dos EUA?

A parceria coloca a inteligência artificial no futebol dos EUA em uma camada mais profunda do trabalho de campo. Essa plataforma reúne clipes de vídeo, mapas de calor, indicadores físicos e táticos em um mesmo ambiente, permitindo, portanto, que Pochettino e seus auxiliares cruzem variáveis em poucos cliques. Assim, a IA ajuda a organizar volume de informação, apontando padrões e situações que poderiam passar despercebidos em uma análise manual.

Segundo o próprio treinador, a intenção em usar o sistema visa “analisar partidas e tomar melhores decisões em tempo real, com base em dados sólidos”. Isso significa, por exemplo, identificar zonas em que a equipe perde duelos, onde um atacante encontra mais espaço entre linhas ou medir o impacto de uma mudança de posicionamento de um meio-campista.

Em síntese, a tecnologia aplicada ao desempenho vira uma espécie de radar constante, alimentando o banco com alertas durante os jogos.

Mauricio Pochettino adota IA para auxiliar trabalho durante a Copa 2026. (Crédito: depositphotos.com/[email protected])

Para Luis Ureta, CEO da Sportian, a escolha de Pochettino segue uma tendência. Ele explica que treinadores de elite adotam dados e modelos preditivos para “reduzir a complexidade, otimizar a tomada de decisões e antecipar cenários de jogo”. Na prática, a IA funciona como uma camada extra de interpretação que aponta probabilidades, sugere riscos e oportunidades.

Aposta em dados explica a largada forte dos EUA na Copa?

A goleada por 4 a 1 sobre o Paraguai, em Los Angeles, aparece como primeiro teste para esse pacote tecnológico, que se baseia inicialmente nos dados da partida. Os Estados Unidos mostraram uma equipe agressiva com a bola e mais organizada sem ela, capaz de controlar espaços e acelerar contra-ataques. Embora não tenha se utilizado da análise com IA, o sistema passou a figurar no planejamento da semana, justamente com o desenho de marcações, correções e planos de jogo para o próximo rival.

Com dois gols e presença constante na área, Folarin Balogun se destacou na estreia. Informações da mídia espanhol indicam que o desempenho colocou o atacante em análise por métricas avançadas, como qualidade das finalizações e movimentação entre zagueiros. Além disso, ele passa a ser monitorado também na participação da construção de jogadas.

A IA permite comparar o comportamento do centroavante em diferentes cenários. O que, para comissão, facilitará em ajustes finos na forma de abastecê-lo ao longo do torneio.

A vitória teve ainda um peso histórico: Balogun se tornou apenas o segundo jogador americano a marcar mais de uma vez em uma partida de Copa. Ele repetiu o feito de Bert Patenaude, autor do primeiro hat-trick da competição, em 1930, também contra o Paraguai. Aliás, o placar de 4 a 1 iguala o maior triunfo dos EUA em Mundiais, que até então era o 3 a 0 sobre Paraguai e Bélgica em 1930, quando a equipe terminou em terceiro lugar.

De que forma a IA pode pesar nos próximos jogos dos EUA?

Com a vitória, os Estados Unidos lideram o grupo D ao lado da Austrália, ambos com 3 pontos, mas com vantagem americana no saldo de gols. O encontro entre as duas seleções, marcado para sexta-feira (19), em Seattle, tende a ser um bom termômetro para o uso da IA na seleção dos EUA. A análise detalhada do estilo australiano, das transições e das bolas paradas deve passar pelo filtro da Sportian Performance.

Em vez de depender apenas da observação de jogos anteriores, a comissão tem acesso a painéis que mostram quais setores do campo a Austrália mais explora. Pochettino também deve analisar minuciosamente como o adversário se comporta após perder a bola e onde cede mais finalizações. A IA cruza esses dados com os pontos fortes dos americanos, sugerindo cenários de vantagem numérica, gatilhos de pressão e zonas de infiltração. Isso ajuda a montar estratégias específicas para cada tempo da partida.

EUA vencem com propriedade na estreia da Copa do Mundo 2026. (Crédito: Getty Images)

Ao longo da Copa, a tendência é que o uso da IA se torne parte do fluxo normal de trabalho. Seleções devem aderir revisão rápida de jogos logo após o apito final, relatórios personalizados, comparação de cargas físicas em treinos e leitura de padrões táticos dos rivais.

Enquanto os EUA tentam transformar essa estrutura em resultados, a experiência ajuda a consolidar a IA como peça estável do tabuleiro tático global. Em um Mundial em que cada detalhe pesa, a seleção de Pochettino escolhe caminhar com dados na tentativa de sustentar atuações como a estreia até o fim de julho.

Leia a matéria original

Tags: AustraliaCopa do mundo 2026.EUAFase de GruposGrupo DIAInteligência ArtificialMauricio PochettinoMundialseleção estados unidosSportbuzztreinamento
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