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Recorde Fifa, Libertadores e Champions: histórico dos artistas da abertura da Copa 2026

by Redação
11/06/26 15:10:03
in Giro Sportbuzz
Recorde Fifa, Libertadores e Champions: histórico dos artistas da abertura da Copa 2026
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A Copa do Mundo 2026 começa com um traço comum entre os headliners escolhidos pela FIFA: todos chegam ao torneio carregando histórico em grandes eventos esportivos. Entre recordes de audiência, finais de Libertadores, Champions League, Super Bowl e até Ballon d’Or, a abertura espalhada por México, Canadá e Estados Unidos transforma o gramado em passarela de artistas já testados na pressão de jogos de máxima audiência.

A entidade montou o lineup das três cerimônias de abertura como se estivesse garimpando jogadores experientes para uma final. De Shakira, dona de recorde histórico nas Copas, a Anitta, que empilha Libertadores, NFL e Olimpíadas, passando por J Balvin e Burna Boy, a lógica é clara: quem entra em campo musicalmente já passou por algum tipo de mata-mata global.

Anitta amplia seu histórico em grandes eventos esportivos ao integrar a cerimônia de abertura da Copa 2026. (Créditos: depositphotos.com / thenews2.com)

Domínio em Copas: por que Shakira virou sinônimo de Mundial?

Shakira desembarca na Copa 2026 com um recorde FIFA que nenhum outro artista alcançou: única a assinar três músicas oficiais de Mundiais. Ela cantou “Waka Waka” (2010), “La La La (Brasil 2014)” e “Dai Dai”, o tema de 2026 ao lado de Burna Boy. O vínculo com o torneio começou em 2006, na cerimônia de encerramento na Alemanha, com “Hips Don’t Lie” em parceria com Wyclef Jean. Contudo, se consolidou na África do Sul, quando “Waka Waka” ganhou status de hino global do futebol.

Esse histórico extrapola a própria Copa do Mundo. Em 2020, Shakira dividiu o palco do halftime do Super Bowl LIV com Jennifer Lopez, em Miami, em um dos shows mais assistidos da história da NFL. Já em 2024, voltou ao futebol sul-americano e liderou o primeiro show de intervalo estendido da Conmebol, na final da Copa América, nos EUA.

A mesma artista já abriu Jogos Centro-Americanos e do Caribe, em Barranquilla. Agora, acumula funções no Mundial com “Dai Dai” como trilha oficial, show de abertura e presença confirmada no intervalo da final.

Currículo de Libertadores e Champions leva Anitta à Copa

Anitta chega à FIFA 2026 com o que muitos executivos consideram o currículo mais vasto do futebol global entre os artistas do torneio. O caminho começou no Maracanã, em 2016, quando dividiu a cerimônia de encerramento dos Jogos do Rio com Gilberto Gil e Caetano Veloso. Desde então, a cantora empilha decisões de campeonato como quem soma gols em mata-mata.

Em 2019, Anitta emendou Copa América no Maracanã e a primeira final única de Libertadores da história, em Lima. Dois anos depois, em 2021, voltou a abrir outra final continental, desta vez em Montevidéu, antes de Palmeiras x Flamengo. A virada de chave global veio em 2023, em Istambul, quando dividiu com Burna Boy o Kick Off Show da final da Champions, antes de City x Inter.

O roteiro ainda inclui o Grande Prêmio do Brasil de Fórmula 1, em Interlagos, em 2017, com hino nacional no grid. Além do marco em 2024: o primeiro halftime show da NFL em solo sul-americano, na Neo Química Arena, durante Packers x Eagles. Ao chegar ao SoFi Stadium para Copa 2026, Anitta completa uma espécie de “Grand Slam” da indústria de entretenimento esportivo: Libertadores, Champions, Copa América, Olimpíadas, F1, NFL e, agora, o Mundial de seleções.

Outros “especialistas em finais” da abertura da Copa 2026

O Estadio Azteca, palco da cerimônia principal, recebe outro veterano de jogos grandes: J Balvin. O colombiano já tinha rodagem de Libertadores desde 2014, quando se apresentou na abertura da final entre San Lorenzo e Nacional, em Buenos Aires. Em 2016, entrou em campo na abertura da Copa América Centenário, em Santa Clara, ao lado de Jason Derulo e MAGIC!.

Em 2025, participou como atração do halftime show da final do inédito Mundial de Clubes da FIFA, no MetLife Stadium. A Copa 2026 figura como a quarta grande cerimônia de torneio FIFA ou Conmebol da carreira.

No mesmo Azteca, Burna Boy reforça a ala africana com uma sequência de estreias históricas. Em 2023, o nigeriano se tornou o primeiro artista africano a se apresentar em uma final de Champions, dividindo o Kick Off Show com Anitta em Istambul. Três anos depois, figura ao lado de Shakira na música oficial “Dai Dai” e no palco da abertura.

Em Los Angeles, outro nigeriano amplia o raio dessa projeção: Rema. Aos 25 anos, ele já havia cantado “Calm Down” em plena cerimônia do Ballon d’Or 2023, no momento em que Lionel Messi recebia o oitavo prêmio. Também particiou do NBA All-Star Game ao lado de Burna Boy e Tems.

A participação na faixa “Goals” com Anitta e LISA, e a presença no SoFi Stadium, colocam Rema em um degrau mais alto na relação entre música africana e eventos esportivos.

Shakira chega à Copa 2026 como a única artista a participar oficialmente de quatro edições diferentes do torneio. (Créditos: depositphotos.com / Image Press Agency)

Tyla, Katy Perry e LISA: FIFA distribui símbolos em três países

A sul-africana Tyla assume um papel raro numa Copa do Mundo: única artista presente em duas cerimônias oficiais de abertura. Ganhar o Grammy de “Best African Music Performance” em 2024, com “Water”, e repetir o prêmio em 2026, com “Push 2 Start”, já colocava a cantora em evidência.

Na Copa, Tyla canta o hino da África do Sul, segundo a BBC, e se apresenta no show do Azteca. Ela viajará para Los Angeles na sequência para repetir a dose no SoFi Stadium. Em um Mundial que abre com México x África do Sul, a presença de uma sul-africana nos dois palcos cria um elo direto entre gramado e palco.

Em Toronto e Los Angeles, a FIFA usa a mesma lógica de lastro esportivo misturada a marcos simbólicos. Katy Perry chega ao SoFi com o peso do halftime show do Super Bowl XLIX, em 2015, ainda recordista de audiência da NFL. No entanto, faz sua estreia em um evento FIFA.

Já LISA, estrela do BLACKPINK, representa um momento inédito para o K-pop como a primeira artista feminina solo do gênero e a primeira tailandesa a se apresentar em uma abertura de Copa. Sem histórico anterior em cerimônias esportivas, ela entra no top tier como parte do trio “Goals” ao lado de Anitta e Rema.

O Canadá, por sua vez, vira vitrine de estreantes com peso local e global. Alanis Morissette canta o hino nacional e integra o show em Toronto, enquanto Michael Bublé lidera o lineup da noite, ambos estreando em palcos FIFA. No mesmo bloco aparecem Jessy Reyez, Nora Fatehi, William Prince, Elyanna, Vegedream e outros nomes com diferentes vínculos com o futebol.

Três aberturas: como a Copa escolheu seus “camisas 10” do palco?

A FIFA criou um mosaico que mistura recordes em Copas, currículos de Libertadores e Champions, estreias simbólicas e estrelas consolidadas em outros esportes. Shakira concentra o ineditismo estatístico ao se tornar, ao mesmo tempo, trilha, rosto e voz de mais um Mundial. Já Anitta apresenta o portfólio mais amplo em decisões.

J Balvin, Burna Boy, Rema e Tyla expandem o eixo africano e latino em jogos grandes; Katy Perry leva o peso do Super Bowl para o futebol; LISA e Vegedream transformam antigos hinos e movimentos culturais em presença oficial.

Leia a matéria original

Tags: AnittaAztecaBurna Boycerimônia aberturaChampions League[ConmebolCopa americaCopa do mundo 2026.dai daiEntretenimentoeventos esportivosFormula 1J BalvinK-PopKaty PerryLibertadoresNFLOlimpíadasShakiraSportbuzzSuper BowlTylaWaka Waka
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