Andrea Pirlo foi informado de que não será o novo técnico da seleção italiana após a Federação Italiana de Futebol (FIGC) desistir da contratação do treinador. O ex-jogador confirmou a decisão, nesta segunda-feira, 27, após ser comunicado pela entidade na noite de domingo, e afirmou que decidiu se manifestar para esclarecer a polêmica envolvendo seu nome.
A escolha de Pirlo havia avançado nos últimos dias, mas a negociação perdeu força após críticas relacionadas à parceria comercial do treinador com uma casa de apostas russa. A empresa tem o italiano como garoto-propaganda.
Em comunicado publicado nas redes sociais, Pirlo afirmou que a relação com a empresa surgiu durante sua passagem profissional pelos Emirados Árabes Unidos e destacou que a parceria tem caráter “exclusivamente comercial e esportivo”. O treinador também rejeitou qualquer associação política envolvendo o acordo.
“Atribuir a essa colaboração um significado político significa atribuir a mim convicções que jamais expressei e que não me representam”, escreveu Pirlo.
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Treinador agradece apoio de Maldini e Leonardo
Pirlo era o terceiro nome procurado pelo diretor Paolo Maldini e pelo conselheiro Leonardo para assumir a seleção italiana. Antes dele, a Federação tentou negociações com Carlo Ancelotti e recebeu uma resposta negativa de Pep Guardiola.
O ex-meia agradeceu aos dirigentes pela confiança e lamentou que uma decisão esportiva tenha se transformado em uma discussão pública envolvendo sua imagem. “Meu amor pela Itália não depende de um cargo. Ele faz parte da minha história, da minha identidade e continuará a me acompanhar, para sempre”, afirmou.
Com a desistência da contratação, a Itália segue em busca de um novo comandante para a seleção nacional.
