A Federação Italiana de Futebol, a FIGC, confirmou que negocia com Pep Guardiola para assumir o comando da seleção. O treinador é tratado como o principal sonho da Itália para liderar o projeto de reconstrução da equipe e buscar o retorno à Copa do Mundo de 2030.
As conversas estão sendo conduzidas pelo diretor de seleções Paolo Maldini e pelo consultor Leonardo. Segundo o presidente da FIGC, Giovanni Malagò, a entidade está disposta a fazer algumas concessões para tentar viabilizar a chegada do ex-técnico do Manchester City.
“Foram feitas concessões que, por exemplo, podem se referir ao nome que está tão dominante no momento: Pep Guardiola. Concessões por razões óbvias que não vou mencionar aqui, mas não é certo que o acordo se concretize”, declarou Malagò ao canal “Cronache Di Spogliatoio”, no YouTube.
Ver essa foto no Instagram
Apesar do interesse em Guardiola, o dirigente reconheceu que a contratação é considerada difícil. Por isso, a Federação Italiana também mantém conversas com outros treinadores. Andrea Pirlo e Roberto Mancini estão entre os nomes cotados, mas não são os únicos candidatos ao cargo.
“Acredito que tenha sido importante abrir um diálogo com Guardiola e mantê-lo aquecido. Não é uma falta de respeito com outros nomes, porque com eles a conversa já começou. Depois, pode-se optar por alguém que talvez pertença a uma escola mais recente. A questão é muito subjetiva”, afirmou.
Itália busca reconstrução
A seleção italiana vive um momento de reformulação após ficar fora das Copas do Mundo de 2018, 2022 e 2026. A ausência no Mundial de 2026 aumentou a pressão sobre a Federação, que busca mudanças para recolocar a equipe entre as principais seleções do futebol internacional.
Guardiola é considerado o grande sonho da Itália para o novo ciclo. O treinador iniciou um período de descanso após dez temporadas no comando do Manchester City e possui uma ligação com o futebol italiano. Como jogador, defendeu Roma e Brescia antes de encerrar a carreira.
A possível chegada de Guardiola, no entanto, ainda depende do avanço das negociações. Enquanto isso, a FIGC mantém outras alternativas em discussão para definir o próximo comandante da seleção.
