Didier Deschamps quebrou o silêncio sobre as críticas recebidas após substituir Adrien Rabiot no intervalo da derrota da França por 2 a 0 para a Espanha, pela semifinal da Copa do Mundo de 2026. O treinador afirmou que a decisão foi baseada na experiência acumulada como jogador e nas informações recebidas durante o confronto.
Em entrevista coletiva nesta sexta-feira, 17, o comandante revelou que Rabiot o procurou ainda no primeiro tempo, durante uma parada para hidratação, para relatar que não conseguia mais atuar da mesma forma após receber um cartão amarelo. “Ele veio falar comigo e disse: ‘Não consigo mais jogar normalmente’.”
Deschamps explicou que avaliou o risco de uma expulsão e optou pela substituição para evitar que a França ficasse com um jogador a menos em um momento decisivo da partida. “No meio-campo, o jogo acontece em todas as direções. Houve um lance em que ele esteve perto de outro cartão. Eu já vivi partidas assim, com o freio de mão puxado e uma espada sobre a cabeça.”
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O técnico também afirmou que não costuma revisitar decisões tomadas durante os jogos. “Há muito tempo parei de me perguntar o que teria acontecido se eu tivesse feito as coisas de forma diferente. Fiz o que pude com a minha experiência, com as informações que eu tinha.”
Apesar de reconhecer a importância de Rabiot na semifinal, Deschamps reforçou que a troca foi uma escolha estratégica. Segundo o jornal L’Équipe, parte do elenco francês não teria entendido a saída do volante, considerado por alguns companheiros o melhor meio-campista da equipe no primeiro tempo.
O episódio aumentou a pressão sobre o treinador após a eliminação para a Espanha. Nos últimos dias, também surgiram relatos de um desentendimento no intervalo da semifinal, quando Ousmane Dembélé teria cobrado uma postura mais agressiva da equipe na marcação.
Agora, a França volta a campo neste sábado (18), às 18h (de Brasília), para enfrentar a Inglaterra na disputa pelo terceiro lugar da Copa do Mundo. O duelo marcará a despedida de Didier Deschamps do comando da seleção francesa após 14 anos à frente da equipe.
