Folarin Balogun voltou a comentar uma das maiores polêmicas da Copa do Mundo de 2026. O atacante dos Estados Unidos afirmou que a repercussão em torno da anulação de sua suspensão, após uma intervenção do presidente Donald Trump junto à Fifa, afetou o ambiente da seleção antes da derrota para a Bélgica nas oitavas de final.
Em entrevista ao programa CBS Mornings, o jogador admitiu que o elenco precisou conviver com o “barulho externo” gerado pelo caso.
“Minha reação inicial foi de felicidade por estar de volta à equipe. Mas, ao refletir, percebi que isso causaria muita controvérsia.”
“I felt we were able to unite the country — that was an aspiration of mine and the team before we set out”: Folarin Balogun, a star striker on the U.S. Men’s National Team, said despite losing to Belgium, it was “a very special feeling” to see Americans backing the country’s… pic.twitter.com/kgLwZJnxDW
— CBS Mornings (@CBSMornings) July 14, 2026
Balogun afirmou que o episódio também impactou seus companheiros às vésperas da partida decisiva. “Eu quase conseguia ver um pouco de nervosismo nos meus companheiros de equipe, porque é algo muito singular. Conforme o jogo se aproximava, eu tentava me concentrar o máximo possível, mas era difícil. Havia muita interferência externa e é difícil ignorá-la.”
Balogun contesta expulsão
A polêmica começou na vitória dos Estados Unidos por 2 a 0 sobre a Bósnia e Herzegovina. Após revisão do VAR, o árbitro brasileiro Raphael Claus expulsou Balogun por uma entrada em Muharemovic, decisão que o atacante considera equivocada.
“Nem foi uma falta, então fiquei totalmente em choque. Acho que vocês puderam ver minha reação, mas eu só tive que aceitar a decisão e tentar estar presente para o meu time.”
O camisa 9 ainda reforçou que, em sua visão, o lance não justificava um cartão vermelho. “Quando algo não é intencional, nunca deveria ser cartão vermelho. Foi apenas uma situação infeliz e acho que isso nos pressionou muito mais do que o necessário.”
Intervenção de Trump e eliminação dos EUA
Após a expulsão, Donald Trump entrou em contato com o presidente da Fifa, Gianni Infantino, solicitando uma revisão da punição. A decisão de liberar Balogun para enfrentar a Bélgica gerou críticas e debate sobre a independência do processo disciplinar da entidade.
Antes do duelo, a Federação Belga tentou contestar a presença do atacante, mas a Fifa manteve a decisão. Em campo, porém, a polêmica não mudou o destino dos anfitriões. A Bélgica venceu por 4 a 1 e eliminou os Estados Unidos, encerrando a campanha americana na Copa do Mundo de 2026.
