A substituição de Thibaut Courtois durante a derrota da Bélgica para a Espanha, pelas quartas de final da Copa do Mundo, chamou a atenção e ganhou explicações após a partida. O goleiro revelou que gostaria de permanecer em campo, mas afirmou que a decisão de tirá-lo do jogo partiu exclusivamente do técnico Rudi Garcia.
“Eu estava sentindo dor, o que me impedia de jogar a bola livremente com os pés. Conseguia fazer defesas, mas não conseguia jogar bem a bola, especificamente nos lançamentos longos. Eu queria continuar, mas o técnico não quis correr riscos, e respeito essa decisão. Se eu tivesse dificuldades na reposição longa, isso teria sido um problema. É uma pena para o Senne (Lammens), mas foi apenas má sorte”, disse Courtois à emissora belga RTBF.
O camisa 1 deixou o gramado aos 26 minutos do segundo tempo e foi substituído por Senne Lammens. Pouco antes do fim da partida, o reserva espalmou uma finalização nos pés de Mikel Merino, que aproveitou o rebote para marcar o gol da vitória espanhola por 2 a 1.
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Na entrevista coletiva, Rudi Garcia afirmou que a decisão foi tomada pensando na condição física de Courtois e explicou que não costuma manter em campo atletas que não estejam em plenas condições.
“Vou falar com o Courtois, ele não me comentou nada. Lamentavelmente, o que importa é que ele não pôde terminar o jogo. Daqui a alguns meses, os problemas podem se acumular. Ele não estava a 100%. E eu digo com facilidade que, quando está mais velho, você precisa estar perto do 100%. Pode ser problemático. É triste que ele tenha se lesionado”, falou.
“Isso faz parte do esporte de alto nível. É preciso estar concentrado e fisicamente a 100%. Sempre decidi não jogar com atletas que não estavam totalmente aptos. Ele foi excelente em todos os aspectos. Não queríamos agravar a lesão dele”, completou.
Com o resultado, a Bélgica encerra sua campanha na Copa do Mundo nas quartas de final, após eliminar Estados Unidos e Senegal no mata-mata. Aos 34 anos, Courtois pode ter disputado seu último Mundial.
