A Copa do Mundo de 2026 ganhou um novo personagem nos últimos dias. Folarin Balogun, principal atacante da seleção dos Estados Unidos, virou o centro de uma das maiores polêmicas do torneio após a Fifa suspender os efeitos de sua punição por cartão vermelho e liberá-lo para enfrentar a Bélgica nas oitavas de final.
Além da controvérsia envolvendo a decisão da entidade máxima do futebol, o camisa 9 chama atenção por sua trajetória internacional. Nascido nos Estados Unidos, criado na Inglaterra e filho de nigerianos, Balogun teve a possibilidade de defender três seleções antes de optar pelos norte-americanos.
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Trajetória entre três países
Apesar de ter nascido no Brooklyn, em Nova York, Balogun se mudou ainda bebê para Londres, onde cresceu e iniciou sua formação nas categorias de base do Arsenal. Ao longo da carreira, vestiu a camisa das seleções de base da Inglaterra e também chegou a ser convocado pelos Estados Unidos no sub-18.
Após anos de indefinição, o atacante oficializou, em 2023, sua decisão de defender a seleção dos Estados Unidos, tornando-se rapidamente uma das principais referências ofensivas da equipe.
Destaque no futebol francês
Depois de surgir no Arsenal, Balogun ganhou projeção durante o empréstimo ao Reims, quando viveu a melhor temporada da carreira e despertou o interesse de clubes europeus.
O desempenho levou o Monaco a investir em sua contratação. Desde então, o atacante se firmou como titular da equipe francesa e passou a ser presença constante nas convocações da seleção dos Estados Unidos.
Na Copa do Mundo de 2026, chegou ao mata-mata como o artilheiro da equipe norte-americana.
Expulsão colocou atacante no centro da Copa
A polêmica começou na vitória dos Estados Unidos sobre a Bósnia e Herzegovina. Balogun recebeu cartão vermelho direto após uma entrada no tornozelo de um adversário. O lance foi revisado pelo árbitro brasileiro Raphael Claus com auxílio do VAR, e a suspensão automática parecia confirmada.
Horas antes do confronto contra a Bélgica, porém, a Fifa anunciou a suspensão provisória da punição, permitindo que o atacante fosse relacionado para a partida.
A decisão provocou forte repercussão internacional. Uefa, Federação Belga e até o ex-presidente da Fifa, Joseph Blatter, criticaram a medida e questionaram os critérios adotados pela entidade.
