A polêmica envolvendo Folarin Balogun ganhou um novo capítulo às vésperas das oitavas de final da Copa do Mundo de 2026. A Federação Belga de Futebol conseguiu o direito de recorrer da decisão da Fifa que suspendeu os efeitos do cartão vermelho recebido pelo atacante dos Estados Unidos, permitindo que ele enfrente a Bélgica nesta segunda-feira, 6.
Apesar da autorização para apresentar recurso, os belgas afirmaram que o processo foi conduzido de forma desigual. Segundo a entidade, o relatório da arbitragem e a justificativa oficial da Fifa para revogar a suspensão não foram entregues antes do prazo para a apresentação da defesa, obrigando a federação a montar seu dossiê com informações incompletas.
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Outro ponto que aumentou a insatisfação foi a escolha do árbitro catari Salman Al-Ansari para analisar o caso. A imprensa belga destacou a proximidade do oficial com o presidente da Fifa, Gianni Infantino, o que ampliou as críticas sobre a condução do processo.
Balogun havia sido expulso na vitória dos Estados Unidos sobre a Bósnia-Herzegovina, resultado que, pelo regulamento da competição, geraria suspensão automática por uma partida. No entanto, a Fifa utilizou o Artigo 27 do Código Disciplinar para suspender temporariamente a punição, liberando o atacante para atuar nas oitavas.
“Por força do Artigo 27 do FDC, a implementação da suspensão automática de jogos para Folarin Balogun é suspensa por um período probatório de um (1) ano.”
A Bélgica ainda poderá levar o caso à Corte Arbitral do Esporte (CAS), última instância da Justiça esportiva, embora ainda não tenha confirmado se seguirá por esse caminho.
A decisão da Fifa provocou forte repercussão internacional e dividiu opiniões às vésperas do confronto entre Bélgica e Estados Unidos, válido pelas oitavas de final da Copa do Mundo.
