Carlo Ancelotti não caiu apenas para a Noruega. Caiu para a própria teimosia. A eliminação do Brasil na Copa do Mundo é daquelas que não cabem no discurso pronto, na desculpa elegante ou no currículo pendurado na parede. O treinador que chegou tratado como solução virou parte central do problema.
Com um salário na casa dos R$ 5 milhões por mês, Ancelotti tinha a obrigação mínima de explicar ao torcedor brasileiro o tamanho do fracasso. Mas nem isso. Preferiu o silêncio, a fuga, a pose de quem parece acima da cobrança. Só que ninguém está acima da Seleção Brasileira. Nem mesmo um multicampeão europeu.
Dentro de campo, o Brasil foi pequeno. Contra a Noruega, Ancelotti treinou como quem temia o adversário, não como quem comandava a camisa mais pesada do futebol mundial. A Seleção jogou engessada, sem coragem, sem imposição e sem a alma que costuma separar times comuns de equipes que fazem história.
Ver essa foto no Instagram
E, quando a partida pediu personalidade, veio mais uma decisão indefensável: a escolha de um batedor de pênalti sem protagonismo, sem peso e sem qualquer lógica para carregar um país inteiro nas costas naquele momento. Foi a síntese de uma campanha marcada por teimosia, leitura ruim e ausência de coragem.
Ancelotti pode continuar sendo gigante na história dos clubes. Mas, na Seleção Brasileira, sua passagem fica marcada por um fracasso caro e muito mal explicado. O Brasil não precisava de um técnico com medo. Precisava de alguém que entendesse que vestir amarelo também exige peito.
