Após eliminar o Brasil por 2 a 1 nas oitavas de final da Copa do Mundo de 2026, a Noruega fez história ao garantir presença nas quartas pela primeira vez. Na entrevista coletiva depois da partida, o técnico Ståle Solbakken detalhou a estratégia que levou sua equipe à classificação e revelou que o plano era desgastar fisicamente a equipe comandada por Carlo Ancelotti.
O treinador também comentou a presença de Neymar, que disputou sua última partida pela Seleção Brasileira, e destacou o perigo representado pelo camisa 10 e por Vinícius Júnior durante todo o confronto.
“Eu estava pensando que eles tinham aquele fator diferente, alguém que ia atrás da bola, com muito talento, mas uma espécie de aposta do lado deles. Ele e o Vinícius Jr. são os jogadores mais ativos, mas que também são capazes de fazer mágica. Mas cabe à gente não perder a bola em situações bobas. As coisas podiam ir para um lado ou outro. Tínhamos medo deles tomarem a posse de bola e eles estavam só esperando para fazerem alguma coisa. É como um jogo de xadrez.”
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Plano deu certo
A Noruega terminou a partida com superioridade na posse de bola e no número de passes trocados, algo planejado desde antes do duelo. Segundo Solbakken, controlar o ritmo do jogo era fundamental para impedir os contra-ataques brasileiros e reduzir os espaços para Neymar e companhia.
“Esse era o plano desde o início, manter a posse de bola. Queríamos ter a saída de bola com progressão devagar, com duas ou três bolas no meio. Foi por isso que fizemos as substituições e jogamos mais nas laterais do que no meio. E sabemos que quando o Brasil toma a posse eles são muito rápidos. Quando conseguem trazer a bola para o nosso lado, são muito bons nos cruzamentos. Sempre têm o Guimarães na área e conseguem fazer gol. Por isso era bom manter a posse.”
Mudanças foram decisivas
Ainda no intervalo, Solbakken promoveu duas alterações que mudaram a dinâmica ofensiva da Noruega. O treinador explicou que a entrada de Andreas Schjelderup e Oscar Bobb tinha como objetivo aumentar o controle da posse e explorar melhor os corredores laterais.
“Para termos uma boa partida, precisávamos ter ataques de longa duração e saber esperar pelas aberturas certas. O Oscar e o Andreas são dois dos nossos jogadores mais confiantes e que têm o melhor feeling para entender quando é o melhor momento para prosseguir quando estamos com a posse de bola.”
“Se quiséssemos vencer, precisávamos cansar o Brasil, cansar os jogadores, e ir para o ataque. O Nusa fez um bom trabalho físico, desafiando todos os jogadores, mas também queríamos usar outros jogadores diferentes que se sentiam mais à vontade na pequena área. Queríamos a bola também nos corredores laterais para ocupar os zagueiros centrais e utilizar jogadas em triângulo pelas laterais, com o Haaland pelo centro. Não é porque o Alex e o Nusa sejam maus jogadores. Foram substituições táticas.”
Com a classificação histórica garantida, a Noruega agora aguarda o vencedor de Inglaterra x México para conhecer seu adversário nas quartas de final da Copa do Mundo de 2026.
