As escolhas de Carlo Ancelotti para a estreia da Seleção Brasileira na Copa do Mundo chamaram atenção. Ibañez e Igor Thiago ganharam vaga entre os titulares contra Marrocos, mas o cenário mudou rapidamente. Desde o empate por 1 a 1 na abertura do Mundial, nenhum dos dois voltou a entrar em campo.
A tendência é que a dupla permaneça no banco também neste domingo, 5, quando o Brasil enfrenta a Noruega pelas oitavas de final. A perda de espaço passa por ajustes táticos promovidos pelo treinador italiano e pelo bom desempenho dos concorrentes diretos.
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Ibañez perdeu vaga após estreia irregular
Escalado improvisado na lateral direita, Ibañez recebeu a oportunidade por oferecer maior força física à equipe e por já ter desempenhado a função anteriormente sob o comando de Ancelotti.
No entanto, a atuação diante de Marrocos ficou abaixo das expectativas. O defensor sofreu com as investidas pelo seu setor, recebeu cartão amarelo ainda no primeiro tempo e foi substituído no intervalo por Danilo.
A mudança surtiu efeito. Mais seguro defensivamente e com maior qualidade para apoiar o ataque, Danilo assumiu a posição e não saiu mais da equipe. Além disso, os confrontos seguintes exigiram um lateral com maior participação na construção das jogadas, característica que favoreceu o veterano.
Igor Thiago não se encaixou no novo modelo
Vivendo grande fase no Brentford antes da Copa, Igor Thiago chegou credenciado após marcar 22 gols na última edição da Premier League. Seu porte físico e capacidade de atuar como referência ofensiva convenceram Ancelotti a escalá-lo diante de Marrocos.
A aposta, porém, não deu resultado. O atacante teve atuação discreta, participou pouco das ações ofensivas e desperdiçou uma boa oportunidade na primeira etapa.
Na sequência da competição, Ancelotti alterou o esquema da Seleção e passou a utilizar um modelo mais móvel no ataque. Com isso, Matheus Cunha ganhou espaço ao oferecer maior participação na construção das jogadas, além de responder com três gols nos dois jogos seguintes.
Ao explicar a diferença entre os atacantes, o treinador destacou as características distintas de cada um.
“Matheus é mais associativo com a equipe, tem muita qualidade no posicionamento e uma finalização muito forte. Thiago é um atacante totalmente diferente, muito potente, muito inteligente e muito forte na área.”
Ainda nos planos para a reta final
Apesar de terem desaparecido das partidas recentes, Ibañez e Igor Thiago seguem sendo observados pela comissão técnica. O centroavante, inclusive, chegou a ser testado entre os titulares durante a preparação para o duelo contra a Noruega, mas Gabriel Martinelli e Danilo Santos aparecem à frente na disputa por uma vaga na equipe.
Assim, a dupla aguarda uma nova oportunidade enquanto o Brasil busca classificação para as quartas de final da Copa do Mundo.
