A vitória do México por 3 a 0 sobre a República Tcheca, pela última rodada do Grupo A da Copa do Mundo de 2026, acabou marcada por uma nova polêmica envolvendo sua torcida. Durante o duelo disputado no estádio Azteca, torcedores mexicanos voltaram a entoar gritos homofóbicos direcionados ao goleiro adversário nos tiros de meta.
O tradicional cântico, que utiliza a palavra “puto”, foi ouvido principalmente durante o segundo tempo e teve como alvo o goleiro tcheco Matej Kovar. O episódio foi relatado por veículos da imprensa internacional e reacende uma discussão que acompanha a seleção mexicana há anos.
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Além da eliminação da República Tcheca, derrotada por 3 a 0 e fora do Mundial, o comportamento da torcida pode gerar consequências para o México. Até o momento, a Fifa não se pronunciou oficialmente sobre o caso.
Essa não é a primeira vez que a seleção mexicana enfrenta problemas por conta dos gritos discriminatórios de seus torcedores. Na Copa do Mundo de 2018, a entidade aplicou uma multa de 10 mil francos suíços após o confronto contra a Alemanha. Já no Mundial do Catar, a punição foi ainda mais severa, chegando a 100 mil francos suíços.
Campanha não evitou reincidência
Em maio deste ano, a Federação Mexicana de Futebol lançou a campanha “A ola, sim, o grito, não”, justamente para combater esse tipo de manifestação durante a Copa do Mundo. A ação contou com a participação de ídolos como Hugo Sánchez e Javier Aguirre.
A iniciativa incentivava os torcedores a manterem a tradicional “ola”, popularizada na Copa de 1986, mas sem recorrer a cânticos considerados ofensivos ou discriminatórios.
O histórico recente mostra que o problema persiste. Em 2024, durante um amistoso contra o Brasil nos Estados Unidos, o goleiro Alisson Becker também foi alvo dos gritos. Na ocasião, a partida chegou a ser interrompida e uma mensagem foi exibida no telão pedindo o fim das ofensas.
Agora, resta saber se a Fifa tomará novas medidas disciplinares após mais um episódio envolvendo a torcida mexicana em uma Copa do Mundo.
