Titular da seleção brasileira no confronto contra o Haiti, nesta sexta-feira, 19, pela segunda rodada da Copa do Mundo de 2026, Raphinha terá mais uma oportunidade para encerrar um incômodo jejum. O atacante ainda não participou diretamente de gols em partidas de Mundial e busca deixar sua marca pela primeira vez na principal competição do futebol.
Alvo frequente de comparações entre o desempenho no Barcelona e na Seleção, o camisa 11 reconhece que ainda não conseguiu repetir o mesmo nível apresentado pelo clube espanhol, mas defende sua trajetória com a Amarelinha.
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“Eu já consegui entregar muito pela Seleção. Obviamente não foi igual ao clube, mas dentro do que passamos neste ciclo consegui apresentar um bom futebol. Se somos cobrados é porque temos capacidade de fazer aqui também”, afirmou o jogador.
Jejum em Copas do Mundo
Raphinha disputou cinco partidas na Copa do Mundo de 2022, no Catar, além da estreia do Brasil na atual edição, diante do Marrocos. Apesar da sequência como titular, o atacante ainda não soma gols nem assistências em Mundiais.
Desde que assumiu a titularidade da Seleção, no fim de 2021, o jogador acumulou números expressivos: são 11 gols e oito assistências em 40 partidas com a camisa verde e amarela. Ainda assim, a cobrança por atuações decisivas em grandes torneios segue presente.
Sua única participação direta em gols em competições oficiais de peso aconteceu na Copa América de 2024, quando marcou um golaço de falta contra a Colômbia.
Ancelotti não esconde admiração
Mesmo diante das críticas, Carlo Ancelotti mantém confiança total no atacante. O treinador italiano voltou a elogiar o jogador na véspera da partida contra o Haiti.
“Raphinha pode jogar em todas as posições do ataque. Para mim, ele é um dos melhores jogadores do mundo. Tem toda a nossa confiança”, destacou o comandante.
Ancelotti também ressaltou uma das principais características do atacante: a capacidade de atacar os espaços nas costas da defesa adversária. “Ele é o melhor do mundo atacando a profundidade. Quanto mais próximo da linha defensiva rival, mais perigoso se torna”, explicou.
Disputa por espaço no ataque
Durante a temporada, Raphinha precisou lidar com problemas físicos que o afastaram de parte dos compromissos da Seleção. Nesse período, nomes como Estêvão, Luiz Henrique e Rayan ganharam espaço no setor ofensivo.
Mesmo assim, o atacante segue como uma das principais apostas de Ancelotti para a Copa do Mundo.
“Fico muito mal quando não consigo estar presente. Sempre que sou convocado, dou o meu máximo pela Seleção e vou continuar fazendo isso enquanto meu corpo permitir”, declarou.
O Brasil enfrenta o Haiti às 21h30 (de Brasília), na Filadélfia, buscando a primeira vitória na Copa do Mundo após o empate contra o Marrocos na estreia. Para Raphinha, a partida pode representar também o fim da espera pelo primeiro gol ou assistência em Mundiais.
