sexta-feira, 19 junho , 2026
Sportbuzz
  • Futebol
  • Fórmula 1
  • Tênis
  • NBA/Basquete
  • UFC
  • Outros Esportes
  • Giro Sportbuzz
  • Futebol
  • Fórmula 1
  • Tênis
  • NBA/Basquete
  • UFC
  • Outros Esportes
  • Giro Sportbuzz
No Result
View All Result
Sportbuzz
  • Futebol
  • Fórmula 1
  • Tênis
  • NBA/Basquete
  • UFC
  • Outros Esportes
  • Giro Sportbuzz
Home Futebol

Perguntas que Ancelotti não responderá

by Edgardo Martolio
19/06/26 08:16:01
in Futebol
Ancelotti vai em busca da primeira vitória na Copa do Mundo

Ancelotti vai em busca da primeira vitória na Copa do Mundo - (Crédito: Getty Images)

EnviarEnviarCompartilharCompartilharCompartilhar

Senhor Ancelotti, em seu primeiro ano como treinador do Brasil, incluindo a estreia na atual Copa diante de Marrocos, o senhor dirigiu o escrete verde-amarelo em 13 partidas, recebendo, segundo os valores que se depreendem de seu contrato, cerca de 850 mil dólares por jogo (o equivalente ao que um dos 50 milhões de trabalhadores brasileiros que recebem um salário mínimo levaria 225 anos para acumular).

Eu sei: não é sua culpa. Se alguém quisesse me presentear com essa quantia cada vez que a Seleção Brasileira entrasse em campo, sempre que houvesse reunião de condomínio no meu prédio ou a cada lua cheia, eu também aceitaria sem hesitar. E todo leitor desta coluna faria o mesmo. Já dizia aquele nordestino:

Presente não se rechaça,
Nem devolve, nem despacha.
Se veio para minha mão,
É porque é bênção de montão.
Se gostei ou não gostei,
Agradeço e já guardei!

Mas é evidente que eu, e todos os demais favorecidos, nos sentiríamos na obrigação de corresponder a tamanha generosidade. Tentaríamos fazer o nosso melhor.

 

Ver essa foto no Instagram

 

Um post compartilhado por SportBuzz (@sportbuzzbr)

Por isso pergunto ao segundo treinador mais vencedor da história (Guardiola é o número um, conquistou 11 títulos a mais): o senhor acredita ter entregado resultados proporcionais a essa cifra extraordinária?

Agora pergunto ao técnico mais vencedor da Champions League, com cinco títulos (dois a mais do que Guardiola): o senhor considera que seu trabalho foi superior ao de seus antecessores — Mano Menezes, Ramon Menezes, Fernando Diniz e Dorival Júnior — que recebiam quatro, cinco ou até seis vezes menos, conforme cada caso?

Após pouco mais de um ano na função — não tenho cara para dizer “no trabalho” —, pergunto ao único treinador campeão nas cinco grandes ligas europeias, Itália, Inglaterra, França, Alemanha e Espanha (Guardiola só venceu em três): o senhor acredita que, sem jamais ter comandado uma seleção nacional e estando tão distante do Brasil, de sua idiossincrasia, de sua cultura esportiva e de sua cada vez mais frustrada expectativa futebolística, era realmente a pessoa ideal para conduzir a caminhada rumo ao hexa, que, pelo demonstrado até agora, parece improvável? Ou teria sido mais lógico recusar o convite e aceitar, pelo mesmo salário despropositado, algum clube europeu?

E, por fim, sabendo que no futebol não há muito espaço para o pensamento socrático e que os resultados costumam valer mais do que as reflexões, o senhor não acha que sua conta bancária brasileira merece respostas com mais conteúdo do que aquelas que costuma oferecer nas entrevistas? Respostas que, muitas vezes escondidas atrás das dificuldades linguísticas, não dizem nada de importante, diferente, didático, revelador ou interessante; respostas sem evasivas, sem escapadas pela tangente, que demonstrem ao povo que o senhor realmente sabe mais do que os treinadores brasileiros e façam o torcedor concluir: “esse merece”?

Como infelizmente não terei suas respostas em uma coletiva de imprensa, muito menos em uma entrevista pessoal, despeço-me com um fraseado de favela paulistana que ouvi certa vez e que, por sua causa, retornou inesperadamente à minha cabeça:

Presente não se repassa, não,
Tá na mão, tá na mão.
Se Deus deu, é porque presta,
Se é ruim, agradece e testa.
Não cospe no prato, irmão,
Presente é bênção, então…

Isso, sim, não a mim, mas a todo o Brasil, responda com um hexa que precisa começar hoje à noite, com um 5 a 0 sobre os irmãos haitianos. E que nesse placar gritemos ao menos um par de tentos de Endrick-New-Balance, o menino postergado que não calça o que os outros calçam, mas que parece ter passo mais firme no caminho do gol.


 

Tags: BrasilCarlo AncelottiCopa do MundoFutebolHaitiSeleção Brasileira
SendShareTweetSharePin
Instagram Facebook Twitter Youtube Telegram TikTok Threads

GRUPO PERFIL – Argentina, Brasil, Uruguai, Chile, Estados Unidos, Portugal e Índia

PERFIL Brasil
Av. Eusébio Matoso, 1.375 10º andar – CEP: 05423-905 | São Paulo, SP

Anuncie no Grupo Perfil
+55 (11) 2197-2000 ou [email protected]

AnaMaria | AnaMaria Receitas | Aventuras na História | CARAS | Cinebuzz | Contigo | Máxima | Perfil Brasil | Recreio | Sportbuzz | RSVP

Rede de sites parceiros:
Bons Fluidos | Holywood Forever | Mais Novela | Manequim | Rolling Stone Brasil | Viva Saúde | FFW

Canal Net| Caras Argentina| Exitoína | Marie Claire | Noticias | Parabrisas | Perfil Argentina | Weekend |  442 

Expediente

Clique aqui e conheça nosso Mídia Kit

Politica de privacidade

Copyright Grupo Perfil. Todos os direitos reservados.
É proibida a reprodução do conteúdo desta página em qualquer meio de comunicação, eletrônico ou impresso, sem autorização escrita da Perfil.com Ltda.

No Result
View All Result
  • Futebol
  • Fórmula 1
  • Tênis
  • NBA/Basquete
  • UFC
  • Outros Esportes
  • Giro Sportbuzz

Copyright Grupo Perfil. Todos os direitos reservados.
É proibida a reprodução do conteúdo desta página em qualquer meio de comunicação, eletrônico ou impresso, sem autorização escrita da Perfil.com Ltda.