A França terá pela frente um adversário que marcou uma das derrotas mais dolorosas de sua trajetória em Copas do Mundo. Nesta terça-feira, 16, os franceses reencontram Senegal na estreia do Grupo I, revivendo um confronto que entrou para a história do futebol mundial em 2002.
Naquele Mundial disputado na Coreia do Sul e no Japão, a França chegou como atual campeã mundial e europeia, além de ocupar o topo do ranking da Fifa. Senegal, por sua vez, fazia sua primeira participação em Copas e vinha de um vice-campeonato da Copa Africana das Nações. Mesmo diante da enorme diferença de expectativas, os africanos surpreenderam ao vencer por 1 a 0 diante de 62.561 torcedores no Estádio da Copa do Mundo de Seul.
O único gol da partida foi marcado aos 30 minutos do primeiro tempo. El-Hadji Diouf avançou pela esquerda e encontrou Papa Bouba Diop na área. Após parar inicialmente em Fabien Barthez, o meio-campista aproveitou o rebote para empurrar a bola para as redes. A comemoração também ficou eternizada, com Diop colocando sua camisa no gramado e dançando ao redor dela ao lado dos companheiros.
Em entrevista à revista So Foot, em 2018, Diouf recordou a importância daquele triunfo para o povo senegalês. “Quatro anos antes, em 1998, estávamos na frente da TV. No Senegal, estávamos torcendo para a França. Quando eles ganharam, saímos para as ruas, comemorando. Quatro anos depois, marquei contra aquela equipe… Foi uma coisa que marcou toda a minha vida, meus filhos, minha família. Uma coisa que ninguém nunca vai esquecer no Senegal”. Papa Bouba Diop faleceu em 2020, aos 42 anos, em decorrência da Doença de Charcot.
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França encara novo desafio diante dos senegaleses
O reencontro acontece 24 anos depois, agora nos Estados Unidos, em Nova Jersey. Capitão de Senegal, Kalidou Koulibaly destacou que o grupo está focado no presente, apesar da lembrança histórica. “Faremos de tudo para vencer, mas esqueceremos o que aconteceu em 2002. Estamos em 2026”, afirmou. O defensor ainda completou: “Sabemos que será uma partida muito importante contra a equipe francesa, no jogo de estreia. Sempre queremos começar bem as competições, e isso significa vencer”.
No comando técnico dos senegaleses está Pape Thiaw, integrante daquele elenco que chocou o mundo em 2002. Antes da partida, ele reforçou a confiança na força coletiva da equipe. “Hoje estou novamente no banco da seleção senegalesa para comandar minha equipe e buscar outra vitória, porque jogamos todas as partidas para vencer”, declarou. “Sabemos que enfrentaremos uma grande seleção francesa, com excelentes individualidades. Mas vamos confiar principalmente em nossa força coletiva para buscar essa vitória”.
A campanha histórica de Senegal naquele Mundial terminou apenas nas quartas de final, após eliminar a Suécia nas oitavas. Já a França teve uma participação para esquecer: terminou na última posição do Grupo A e não marcou nenhum gol em três jogos.
