A estreia da Argentina na Copa do Mundo traz uma missão que vai além da busca pelo tetracampeonato. Atual detentora da taça, a equipe comandada por Lionel Scaloni entra em campo carregando a responsabilidade de defender o título mundial e tentar quebrar um tabu histórico do futebol internacional: a ausência de campeões consecutivos há mais de seis décadas.
Nesta terça-feira, 16, os argentinos enfrentam a Argélia, às 22h (horário de Brasília), em Kansas City, pela primeira rodada do Grupo J. A partida marca o início da campanha da equipe sul-americana no torneio.
Feito histórico
O último país a conquistar Copas do Mundo em sequência foi o Brasil, campeão em 1958 e 1962. Antes disso, apenas a Itália havia alcançado o mesmo feito, levantando as taças de 1934 e 1938. Desde então, nenhuma seleção conseguiu repetir o sucesso na edição seguinte do torneio.
Ao longo desse período, equipes como Holanda, Alemanha, Argentina, Brasil e França chegaram a disputar pelo menos duas finais consecutivas, mas nenhuma conseguiu transformar as decisões em dois títulos seguidos. O caso mais recente foi o da França, campeã em 2018 e vice em 2022 após perder justamente para a Argentina nos pênaltis, depois de um empate por 3 a 3 na final.
Argentina tenta evitar destino de outros campeões
Além dos vice-campeonatos, alguns vencedores sequer conseguiram avançar na edição seguinte. A Alemanha, campeã em 2014, foi eliminada ainda na fase de grupos da Copa realizada na Rússia. O mesmo aconteceu com a Espanha após o título conquistado em 2010 e também com a Itália, vencedora em 2006 e última colocada de seu grupo na Copa da África do Sul.
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