Guillermo Ochoa começou mais uma Copa do Mundo para entrar na história do futebol mexicano. Aos 40 anos, o goleiro disputa seu sexto Mundial, mas vive uma situação pouco comum na carreira: desta vez, acompanha a seleção do banco de reservas.
Na vitória do México por 2 a 0 sobre a África do Sul, na abertura da Copa, o experiente arqueiro viu Rangel ser escolhido como titular por Javier Aguirre. Após a partida, Ochoa admitiu que a experiência de assistir ao jogo de fora foi mais angustiante do que estar em campo.
“Obviamente fico menos tenso dentro de campo do que fora, lá eu controlo melhor. São diferentes etapas da carreira de um futebolista, mas sigo estando à disposição do treinador, jogando ou fazendo o melhor que puder agora. O técnico comunica a todos na mesma hora quem joga, usou uma escalação que já vinha trabalhando”, contou.
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Mesmo sem atuar, Ochoa ampliou um feito raro no futebol mundial ao integrar a delegação mexicana em seis edições de Copa do Mundo. Sua primeira participação foi em 2006, na Alemanha, mas ele não entrou em campo. O mesmo aconteceu em 2010, quando o veterano Óscar Pérez ganhou a preferência entre os titulares.
Foi apenas em 2014 que Ochoa assumiu o protagonismo da seleção mexicana em Mundiais. Naquela edição, disputou os quatro jogos da equipe e se destacou especialmente contra o Brasil, em Fortaleza. Ele repetiu a condição de titular em 2018 e também em 2022, acumulando atuações marcantes com a camisa mexicana.
Após estrear com vitória, os mexicanos voltam a campo na próxima quinta-feira, 18, contra a Coreia do Sul. A equipe encerra a fase de grupos diante da República Tcheca, no dia 24, buscando confirmar vaga no mata-mata do Mundial.
