A classificação de Curaçao para a Copa do Mundo de 2026 marcou o maior feito da história do futebol da ilha caribenha. Capitão da seleção, Leandro Bacuna revelou que a equipe encontrou motivação extra em um momento delicado vivido pelo técnico Dick Advocaat durante a reta final das Eliminatórias.
Em entrevista ao ge, o meio-campista contou que, antes da partida decisiva contra a Jamaica, recebeu a notícia de que Advocaat enfrentava problemas familiares e não poderia comandar a equipe naquele momento.
“Eles me contaram a notícia, e eu fiquei um pouco chocado. Pensei: ‘por que isso vai acontecer com a gente justamente neste momento tão importante?’. Quando ouvi a notícia, fiquei triste, mas depois pensei que precisávamos lutar ainda mais pelo treinador, pela filha dele e pelo nosso país”, revelou Bacuna.
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Mesmo sem o treinador à beira do campo, Curaçao conseguiu o empate sem gols que garantiu a vaga inédita para a Copa do Mundo. Segundo o capitão, o trabalho construído por Advocaat ao longo da campanha foi fundamental para manter a confiança do grupo.
A classificação também coroou um projeto iniciado há mais de uma década. Desde então, a federação passou a investir na aproximação de atletas com raízes curaçauenses que atuavam principalmente na Holanda.
“Mostramos que uma pequena ilha, acreditando em um grande sonho, pode tornar isso possível”, afirmou Bacuna. Apesar de ser um país autônomo desde 2010, Curaçao ainda integra o Reino dos Países Baixos. Por isso, a maioria dos jogadores da seleção nasceu em território holandês. Apenas Tahith Chong nasceu na própria ilha.
No Grupo E da Copa do Mundo, Curaçao terá pela frente Alemanha, Costa do Marfim e Equador. A estreia acontece no dia 14 de junho, diante dos alemães, em Houston.
“Vamos aproveitar cada momento, mas não estamos indo para perder. Nunca entramos em campo para perder. Vamos mostrar por que nos classificamos”, destacou o capitão.
A participação no Mundial também terá um significado especial para a família Bacuna. Leandro disputará a competição ao lado do irmão Juninho Bacuna, ambos filhos de pais curaçauenses.
“Representar o país do meu pai e da minha mãe é algo que não consigo descrever. Sempre assistimos às Copas juntos em família, e agora estaremos dentro dela. É uma sensação incrível”, concluiu.
Após se afastar para acompanhar o tratamento de saúde da filha, Dick Advocaat retornou ao comando da seleção em maio. Aos 78 anos, o treinador holandês se tornará o técnico mais velho a dirigir uma seleção em uma Copa do Mundo.
