O caso envolvendo o árbitro somali Omar Abdulkadir Artan ganhou um novo capítulo nesta quarta-feira, 10. Após ter a entrada negada nos Estados Unidos às vésperas da Copa do Mundo, o juiz passou a ser alvo de uma investigação do governo americano por supostos vínculos com organizações terroristas.
A informação foi divulgada pela emissora Fox News, que teve acesso a um comunicado oficial da administração do presidente Donald Trump. Segundo o documento, a decisão de impedir a entrada do árbitro ocorreu após uma análise complementar realizada pelas autoridades de imigração.
“Após uma análise mais aprofundada pelo órgão de Proteção de Alfândega e Fronteiras, foram encontradas informações comprometedoras, incluindo vínculos com suspeitos de pertencerem a organizações terroristas, o que tornou o viajante inadmissível nos Estados Unidos de acordo com a Lei de Imigração e Nacionalidade”, informou o comunicado.
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A versão apresentada pelas autoridades americanas contradiz o relato do próprio Omar Artan. O árbitro havia afirmado anteriormente que não recebeu uma justificativa clara para a recusa de entrada no país. Em resposta, o governo dos Estados Unidos sustentou que os procedimentos legais foram seguidos e que o profissional recebeu a documentação necessária explicando a medida adotada.
“O viajante teve sua admissão recusada e recebeu formulários de imigração que informam a disposição legal utilizada para efetuar uma remoção expedita nos termos da Seção 235 da Lei de Imigração e Nacionalidade (INA). O governo do presidente Donald Trump não permitirá que qualquer ameaça à segurança entre em nosso país, ponto final”, foi informado.
Aos 34 anos, Artan é considerado um dos principais árbitros do continente africano. Em 2025, apitou a final da Liga dos Campeões da África entre Pyramids FC e Mamelodi Sundowns e foi eleito o melhor árbitro africano pela Confederação Africana de Futebol.
A Fifa confirmou que Omar Abdulkadir Artan não poderá integrar a equipe de arbitragem da competição e reiterou que não participa dos processos migratórios conduzidos pelos países-sede do Mundial.
