Carlo Ancelotti não escondeu o otimismo em relação à Seleção Brasileira na Copa do Mundo de 2026. Em entrevista ao ex-companheiro Paulo Roberto Falcão, o treinador afirmou acreditar no hexacampeonato e destacou a importância de manter os jogadores motivados durante a caminhada no torneio.
“Eu acho que sim. Quero criar uma expectativa alta nos meus jogadores. Quando a expectativa é alta, a motivação é maior”, afirmou o italiano ao ser questionado sobre as chances de título do Brasil.
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Desde a chegada aos Estados Unidos, Ancelotti tem utilizado o período de preparação para reforçar aspectos táticos e mentais do elenco. Segundo ele, o sucesso da equipe passa pela construção de um time sólido para potencializar o talento ofensivo disponível.
“Você aproveita o talento só se tem uma equipe sólida e compacta. Os jogadores precisam ser altruístas, humildes e trabalhar forte para colocar a qualidade individual a serviço do time”, explicou.
“Jogador preguiçoso vai para o banco”
Conhecido pelo perfil exigente, Ancelotti também revelou qual é o maior desafio na gestão de um elenco. Para o treinador, não há espaço para atletas que não se dedicam diariamente.
“O jogador preguiçoso é muito difícil administrar. O preguiçoso não tem que jogar. Vai para o banco. Quem não trabalha bem não pode jogar futebol para mim”, disparou.
O comandante ainda destacou que não vê esse comportamento dentro do atual grupo da Seleção.
Marrocos preocupa no grupo do Brasil
Ao analisar os adversários da primeira fase, Ancelotti apontou Marrocos como a principal ameaça ao Brasil no Grupo F. A estreia acontece no dia 13 de junho, justamente diante dos africanos.
“Marrocos é uma equipe muito bem organizada defensivamente. Fazer gol contra eles não é tão fácil. Haiti e Escócia são equipes mais físicas, com menos qualidade individual”, avaliou.
O técnico também colocou Brasil, França, Argentina, Espanha e Portugal entre as seleções mais fortes da competição, destacando as características distintas de cada uma.
Ancelotti explica retorno de Neymar
Durante a entrevista, o treinador voltou a comentar a convocação de Neymar para a Copa do Mundo. Segundo ele, a decisão foi baseada exclusivamente no desempenho recente do camisa 10 pelo Santos.
“O momento foi quando ele começou a jogar com continuidade no Campeonato Brasileiro. Depois da Data Fifa de março, ele apresentou um bom nível”, explicou.
Ancelotti admitiu que percebeu o forte apoio popular ao atacante nos últimos meses, mas garantiu que a pressão externa não influenciou sua escolha.
