A Bélgica chega à Copa do Mundo de 2026 pressionada para provar que ainda pode competir entre as grandes seleções do planeta. Após a eliminação precoce no Catar, os Diabos Vermelhos iniciam um novo ciclo tentando resgatar o protagonismo que marcou a geração considerada uma das mais talentosas da história do país.
O Mundial disputado nos Estados Unidos, Canadá e México será a 15ª participação belga na competição e a quarta consecutiva da seleção no torneio. O grande objetivo é voltar a alcançar campanhas históricas como a de 2018, quando terminou na terceira colocação na Rússia, melhor resultado da Bélgica em Copas do Mundo.
A queda ainda na fase de grupos em 2022 encerrou um ciclo importante liderado por nomes como Eden Hazard, Kevin De Bruyne, Courtois e Lukaku. Depois da frustração no Catar, a federação apostou em mudanças para tentar recolocar a seleção entre as favoritas do cenário europeu.
Novo ciclo sob comando de Rudi Garcia
O responsável por liderar a reconstrução belga é Rudi Garcia. O treinador francês assumiu a equipe em janeiro de 2025 após a saída de Domenico Tedesco e chega à primeira experiência comandando uma seleção nacional. Antes disso, Garcia construiu carreira no futebol de clubes, acumulando passagens por Lille, Olympique de Marselha, Lyon, Roma e Napoli. O principal trabalho aconteceu no Lille, onde conquistou o Campeonato Francês e a Copa da França na temporada 2010/11.
O início no comando da Bélgica aconteceu sob pressão. A seleção perdeu para a Ucrânia por 3 a 1 na ida do playoff da Liga das Nações da UEFA, disputado em campo neutro, na Espanha. Na partida de volta, porém, os Diabos Vermelhos responderam diante da torcida em Genk. Com dois gols de Romelu Lukaku, venceram por 3 a 0 e garantiram permanência na Liga A, resultado tratado internamente como ponto de virada do novo trabalho. Meses depois, a equipe confirmou vaga na Copa do Mundo com campanha consistente nas Eliminatórias Europeias.
A classificação para o Mundial veio com liderança do Grupo J das Eliminatórias. Foram cinco vitórias e três derrotas em oito partidas. A vaga foi sacramentada na rodada final, quando a Bélgica goleou Liechtenstein por 7 a 0 diante da torcida.
Bélgica tenta repetir campanha histórica de 2018
O melhor desempenho belga em Copas aconteceu na Rússia, em 2018. Naquela edição, os Diabos Vermelhos chegaram às semifinais e encerraram a competição em terceiro lugar após vencerem a Inglaterra. A campanha teve atuações marcantes, incluindo goleadas sobre Panamá e Tunísia ainda na fase de grupos.
Apesar disso, a história da Bélgica em Mundiais começou muito antes. A seleção esteve presente na primeira Copa do Mundo da história, em 1930, disputada no Uruguai. Naquela edição inaugural, os belgas acabaram eliminados ainda na fase de grupos após derrotas para Estados Unidos e Paraguai.
- 15 de junho — Bélgica x Egito — Seattle — 16h (de Brasília)
- 21 de junho — Bélgica x Irã — Los Angeles — 16h (de Brasília)
- 26 de junho — Nova Zelândia x Bélgica — Vancouver — 0h de 27 de junho (de Brasília)
Ao longo da história, a Bélgica soma 51 partidas em Copas do Mundo, com 21 vitórias, 10 empates e 20 derrotas, além de 69 gols marcados e 74 sofridos.
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