A vitória do Corinthians sobre o São Paulo por 3 a 2 no Brasileirão terminou cercada de polêmica. O alvo da vez foi o volante Damián Bobadilla, acusado de fazer um gesto obsceno durante a comemoração do gol marcado por Luciano no clássico.
O lance revoltou a diretoria alvinegra porque o jogador são-paulino não foi expulso pelo árbitro Anderson Daronco, mesmo após revisão do VAR. A justificativa da arbitragem foi de que Bobadilla não teria tocado diretamente a região genital durante o gesto.
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A decisão aumentou a irritação do Corinthians justamente pelo histórico recente envolvendo atletas do próprio clube. Nos últimos meses, Allan e André foram expulsos em partidas contra Fluminense e Palmeiras após realizarem gestos considerados obscenos pela arbitragem.
O executivo de futebol Marcelo Paz cobrou explicações da Confederação Brasileira de Futebol e questionou a diferença de critérios adotada nos lances. “Ou houve erro da arbitragem ou agora esse tipo de gesto está liberado no futebol. Não existe meio-termo”, disparou o dirigente.
Segundo Marcelo Paz, o episódio escancara uma falta de padrão nas decisões envolvendo gestos obscenos dentro de campo. Para o dirigente, o fato de Bobadilla não ter sido expulso cria um precedente perigoso para os próximos jogos do Brasileirão. “Os nossos jogadores foram expulsos por situações parecidas. Então queremos entender qual é o critério adotado agora”, completou.
A explicado do Daronco foi tipo assim, façam o gesto, só não toquem no seu saco, ok ✊. Como foi pra um time que não vai dar ou ter visibilidade, segue o jogo, será irrelevante. pic.twitter.com/AKePPStJBC
— Tutty_de_Òz (@tuttydeoz) May 10, 2026
Apesar da reclamação pública contra a arbitragem, o Corinthians deixou o clássico em alta. A equipe venceu o rival, saiu da zona de rebaixamento e ganhou novo respiro na temporada antes do duelo contra o Barra-SC, pela Copa do Brasil.
