A seleção do Paraguai finalmente encerrou uma agoniante espera de 16 anos ao garantir sua vaga oficial para a Copa do Mundo de 2026. A equipe paraguaia, que parecia fadada a mais um ciclo de fracassos, vive uma metamorfose sob o comando de Gustavo Alfaro. Com vitórias recentes sobre potências como Brasil e Argentina nas eliminatórias, a Alvirrubra chega ao Grupo D como a “equipe que ninguém quer enfrentar”.
A virada de chave aconteceu em agosto de 2024, quando Gustavo Alfaro assumiu um time que somava apenas cinco pontos. Com uma filosofia de resiliência, o treinador argentino transformou a defesa em um ferrolho, perdendo apenas uma partida em 12 jogos disputados. “Gostaria que o Paraguai fosse a equipe que ninguém quer enfrentar, que lute mais do que as outras”, declarou o técnico em sua chegada. Agora, o desafio será em solo americano, enfrentando anfitriões e seleções técnicas em busca da classificação.
Confira os compromissos da seleção
- 1ª Rodada: Estados Unidos x Paraguai – 12/06 (sexta-feira) – 22h – SoFi Stadium
- 2ª Rodada: Turquia x Paraguai – 19/06 (sexta-feira) – 01h – Levi’s Stadium
- 3ª Rodada: Paraguai x Austrália – 25/06 (quinta-feira) – 23h – Levi’s Stadium
Com a vaga garantida para 2026, o Paraguai atinge a marca de nove participações em sua história, que teve início na edição inaugural de 1930, no Uruguai. O retrospecto geral da Alvirrubra em Mundiais soma 27 partidas, com sete vitórias, dez empates e dez derrotas, tendo balançado as redes em 30 oportunidades. Embora nunca tenha sediado o torneio, a seleção ostenta uma tradição de resiliência que atravessou décadas antes do hiato que se encerra agora.
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Sonho de repetir 2010
Para brilhar no palco principal, a equipe conta com a criatividade de Miguel Almirón e a juventude de Julio Enciso, de apenas 22 anos. Na retaguarda, a experiência de Gustavo Gómez é o trunfo para manter a solidez defensiva prometida por Alfaro. O objetivo é superar a marca histórica da África do Sul em 2010, quando o país foi parado pela campeã Espanha, de David Villa, em um duelo dramático nas quartas de final. Com a expansão do torneio para 48 seleções, o Paraguai ressurge não como figurante, mas como um competidor determinado a honrar o legado de ídolos como Nelson Cuevas e Denis Caniza.
Atualmente em 40º no ranking da FIFA, a seleção é considerada o “azarão” do grupo, mas o retrospecto recente prova que a hierarquia pouco importa para os comandados de Alfaro.
