O técnico Cuca não poupou críticas ao comentar, pela primeira vez, o grave desentendimento físico entre Neymar e a jovem promessa Robinho Jr. ocorrido no CT Rei Pelé. O Peixe enfrenta uma crise institucional, após o jovem atacante enviar uma notificação extrajudicial ao clube alegando ter sofrido um tapa e uma rasteira do camisa 10. O episódio aconteceu no último domingo, 03, e ganhou contornos dramáticos após o empate santista por 1 a 1 contra o Deportivo Recoleta, nesta terça-feira, 05, pela Sul-Americana.
Responsável por apitar a atividade no momento da confusão, o treinador foi enfático ao afirmar que a hierarquia e a amizade não justificam o ocorrido. “Fui eu que apitei o treino. O que passou lá, lógico, não é legal. Lógico, a gente não pode passar o pano”, disparou o técnico ao ser questionado sobre a conduta de Neymar. Para Cuca, em uma situação de agressão, todos saem derrotados, mas o prejuízo maior fica com a imagem do Santos. “Sinceramente, do coração, quem está certo na história? Ninguém. Então, se todo mundo perde numa história dessa, na verdade, o único que perde realmente é o Santos”, lamentou.
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Sobrou cobrança para Gabigol
Se os bastidores envolvendo Neymar já estavam quentes, Cuca fez questão de abrir uma nova cobrança pública, desta vez direcionada a Gabigol. O atacante, ao ser substituído na partida desta terça-feira, não permaneceu no banco de reservas com o restante do elenco, atitude que o treinador classificou como inaceitável. “Vou perguntar para ele por que ele não ficou junto com os companheiros. Ele deve ter um motivo. Eu acho que ele deveria ter ficado no banco e será cobrado por isso”, declarou o comandante.
